Coluna do Jota Garcia

Gaeco do MPAM prende líder de facção de tráfico interestadual em megaoperação no Amazonas

Foto: Divulgação/MPAM e Hirailton Gomes

Operação “Véu de Areia” resulta em bloqueio de 18 imóveis, apreensões e sequestro de R$ 10 milhões em bens e contas

O Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), prendeu nesta terça-feira (5/8) o suspeito de liderar uma organização criminosa envolvida com tráfico interestadual de drogas, lavagem de dinheiro e ocultação de bens. A ofensiva, batizada de operação “Véu de Areia”, também denunciou outras dez pessoas ligadas ao grupo.

Com apoio da Polícia Civil e sob coordenação direta da procuradora-geral de Justiça, Leda Mara Albuquerque, a operação determinou o bloqueio judicial de 18 imóveis e o sequestro de valores em contas bancárias e empresas vinculadas aos investigados. O montante ultrapassa os R$ 10 milhões, conforme informações repassadas pelo Gaeco.

Organização tinha atuação em quatro estados e utilizava empresas de fachada

Segundo os promotores, a rede criminosa possuía ramificações além do território amazonense, com atuação confirmada nos estados do Pará, Rio Grande do Norte, Minas Gerais e São Paulo. Os envolvidos utilizavam empresas de fachada, bens de luxo, veículos e imóveis para lavar dinheiro oriundo do tráfico.

Fotos: Divulgação/MPAM e Hirailton Gomes

O homem apontado como líder do grupo já se encontrava custodiado, após ter a prisão preventiva decretada. Ele também foi alvo de mandado de busca e apreensão em sua residência, com o objetivo de reunir provas adicionais que comprovem a estrutura e o funcionamento da organização.

Rigor nas investigações e sigilo judicial

Durante coletiva de imprensa, o Gaeco detalhou os desdobramentos da operação. Estiveram presentes o coordenador Leonardo Tupinambá e os promotores de Justiça Priscila Carvalho Pini, Adriana Monteiro Espinheira, Lilian Nara Pinheiro de Almeida e Iranilson de Araújo Ribeiro.

A promotora Priscila Pini enfatizou que, embora apenas o líder tenha sido preso até o momento, todos os denunciados seguem sob investigação e podem ser detidos conforme o andamento do processo. “O processo tramita em sigilo de Justiça. Só ao final poderemos falar em condenação ou absolvição”, ressaltou.

Significado do nome “Véu de Areia”

O nome da operação faz alusão à fragilidade de estruturas sustentadas por bases instáveis — uma referência direta à fundação criminosa da rede agora desmantelada.

A ofensiva demonstra o avanço do MPAM no combate ao crime organizado e na recuperação de ativos ilegais, evidenciando a articulação entre o Gaeco e as forças de segurança para enfraquecer organizações criminosas que operam em nível interestadual.