Coluna do Jota Garcia

Investigador Luciano pode ter sido vítima de fogo amigo durante operação em Manaus

Imagem: Reprodução/Blog do Pávulo

Hipótese ainda depende dos exames de balística. Além disso, policiais prenderam uma mulher identificada como Mayara na noite desta sexta-feira.

A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) investiga as circunstâncias da morte do investigador Luciano Carvalho de Sena. O caso ocorreu durante uma ação no bairro Alvorada, zona centro-oeste de Manaus.

Segundo informações de bastidores, a corporação não descarta a hipótese de fogo amigo. Nesse cenário, outro policial poderia ter efetuado o disparo que atingiu Luciano.

Imagem: Divulgação

No entanto, a Polícia Civil ainda não confirmou essa possibilidade. Por isso, a perícia analisará as armas utilizadas na ocorrência e o projétil que atingiu o investigador.

Confronto ocorreu durante ação contra o tráfico

Luciano participava de uma abordagem contra suspeitos de envolvimento com o tráfico de drogas quando começou o confronto.

Segundo informações preliminares, os policiais utilizavam uma viatura descaracterizada. Durante a aproximação, os suspeitos teriam percebido a presença da equipe e efetuado disparos.

Em seguida, os policiais revidaram. Em meio à troca de tiros, um disparo atingiu Luciano.

Logo depois, a equipe socorreu o investigador. Apesar do atendimento, ele não resistiu aos ferimentos.

Agora, os investigadores tentam reconstruir a posição de cada pessoa no momento do confronto. Dessa forma, poderão identificar a trajetória dos tiros e esclarecer a dinâmica da ocorrência.

Perícia analisará armas e imagens

A perícia comparará o projétil que atingiu Luciano com as armas usadas durante a ação. Além disso, os peritos analisarão os vestígios recolhidos no local.

A Polícia Civil solicita que qualquer informação sobre o paradeiro de Rafael Pereira Freitas seja repassada, de forma anônima, pelos seguintes canais:
Disque-Denúncia da DEHS: (92) 98118-9535
Polícia Civil do Amazonas: 197 ou (92) 3667-7575
Secretaria de Segurança Pública (SSP-AM): 181

A investigação também deverá avaliar:

  • as armas utilizadas pelos policiais;
  • os relatos dos agentes envolvidos;
  • as imagens das câmeras de segurança;
  • os vídeos gravados por moradores;
  • a posição dos policiais e dos suspeitos;
  • o planejamento da ação;
  • a comunicação entre os integrantes da equipe.

A partir desses elementos, a polícia poderá determinar se o tiro partiu dos suspeitos ou de outro agente. Ainda assim, nenhuma dessas hipóteses possui confirmação oficial.

Portanto, somente a conclusão dos exames permitirá apontar a origem do disparo.

Policiais prendem mulher identificada como Mayara

Enquanto a investigação avançava, policiais prenderam uma mulher identificada inicialmente apenas como Mayara na noite desta sexta-feira.

Mayara Silva da Silva Foto: Reprodução

Entretanto, a polícia ainda não divulgou o nome completo dela. Também não explicou qual seria sua possível participação na ocorrência.

Além disso, as autoridades não informaram se Mayara estava no local do confronto ou se mantinha ligação com os suspeitos abordados.

Dessa maneira, a prisão não comprova participação direta na morte do investigador. Agora, a Polícia Civil deverá esclarecer o motivo da detenção e as medidas adotadas contra a suspeita.

Hipótese causa apreensão na corporação

A possibilidade de fogo amigo aumentou a apreensão entre os integrantes da PC-AM. Afinal, a investigação envolve a eventual participação de outro policial no disparo que matou Luciano.

Imagem: Reprodução

O investigador integrava o Departamento de Investigação sobre Narcóticos (Denarc), unidade especializada no combate ao tráfico de drogas.

Caso a perícia confirme a hipótese, a polícia também deverá apurar possíveis falhas durante a operação. Entre elas estão problemas de comunicação, posicionamento inadequado e falta de coordenação entre os agentes.

Por outro lado, a análise poderá concluir que o disparo partiu dos suspeitos. Por esse motivo, os investigadores mantêm todas as linhas de apuração abertas.

Até o momento, a Polícia Civil não informou de qual arma saiu o tiro. Além disso, a corporação ainda não apresentou a dinâmica definitiva do confronto.

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