Carro que pode ter sido usado na morte de Marielle é encontrado em Minas Gerais

Carro que teria sido usado na morte de Marielle é encontrado em Minas - Reprodução / WebTvMinas

Rio – Um carro com as mesmas características de um dos usados no assassinato da vereadora Marielle Franco (Psol) e do motorista Anderson Gomes foi encontrado na cidade de Ubá, em Minas Gerais.

O veículo, um Logan de cor prata com placa do Rio de Janeiro, foi abandonado no Bairro Industrial e localizado pela polícia mineira após uma denúncia anônima, segundo informações do canal por assinatura GloboNews.

A polícia de Minas entrou em contato com a polícia do Rio e informou o fato. Equipes da Divisão de Homicídios do Rio foram enviadas para a cidade mineira para fazer perícia no veículo.

Munição que matou Marielle e motorista é de lotes vendidos para a Polícia Federal

Imagens das câmeras de seguranças que haviam no trajeto feito por Marielle ao sair de um evento na Lapa mostram que a vereadora estava sendo seguida por pelo menos dois veículos da cor prata. O atirador estava em um Cobalt prata, cuja placa é conhecida, mas estava clonada. O outro, um Logan, teria dado cobertura ao crime. A execução ocorreu no Estácio.

 Família pede respeito

A família de Marielle se manifestou após a circulação de boatos sobre a vida da vereadora. Entre as mentiras que circulam na Web estão a de que Marielle engravidou aos 16 anos, que foi casada com o traficante do Comando Vermelho Marcinho VP e de que trabalharia com bandidos.

Nas redes sociais, a irmã de Marielle, Anielle Silva, rebateu os boatos. “Estou incansável em pedir respeito a minha família e provar o quão sério era o trabalho da minha irmã. (…) Parem de atacar minha família com ofensas mentirosas e descabíveis. Apenas aceitem que ela era negra, favelada, pobre, f*** e venceu”, diz um trecho da publicação.

Por conta das notícias falsas, o Psol vai entrar com uma representação no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e com uma ação criminal por calúnia e difamação contra a magistrada Marilia Castro Neves, que disse que Marielle era “engajada com bandidos”. O partido montou uma equipe jurídica para rastrear notícias falsas e boatos sobre ela e o motorista Anderson Gomes, também assassinado. Um e-mail foi colocado à disposição de quem encontrar as chamadas fake news: [email protected]