Chefe da ONU pede libertação de 79 estudantes sequestrados em Camarões

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O secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu nesta terça-feira (6) a libertação imediata de 79 estudantes sequestrados em Camarões, e renovou seu chamado a pôr fim à crise nas regiões de língua inglesa desse país.

Na segunda-feira, homens armados sequestraram 79 estudantes da escola secundária Presbyterian Secondary School, assim como um professor, um motorista e o diretor do instituto educativo, em Bamenda, capital da província de Noroeste de Camarões, uma das duas zonas anglófonas envolvidas no tumulto.

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Guterres condenou o sequestro e pediu “a libertação imediata” dos estudantes e seu “regresso a suas casas e famílias”, disse o porta-voz da ONU, Stephane Dujarric.

“Não pode haver justificativa para estes crimes contra civis, especialmente contra menores”, apontou.

Os sequestros ocorreram antes do juramento do presidente Paul Biya – de 85 anos e presidente há 35 – para um sétimo mandato. Na terça-feira, Biya se comprometeu a abordar as queixas das regiões de língua inglesa, mas descartou a secessão.

A violência nas regiões do Noroeste e Sudoeste de Camarões aumentou devido às demandas da minoria de língua inglesa por uma maior autonomia.

Este tipo de sequestro é praticamente inédito em Camarões, ao contrário do que acontece na vizinha Nigéria, onde o grupo jihadista Boko Haram sequestrou 200 meninas adolescentes de um colégio em 2014, um crime que comoveu o mundo inteiro.

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