Em São Januário, Vasco derrota o Cruzeiro e dá respirada no Campeonato Brasileiro

Rio – Como um trator, Maxi López derrubou a defesa do Cruzeiro na vitória de 2 a 0, em São Januário.

Com um gol e participação decisiva no marcado por Pikachu, o camisa 11 foi peça-chave no triunfo que afasta a Cruzmaltino do Z-4 do Brasileiro, agora no 13º lugar, com 34 pontos, e aumenta a série invicta para seis jogos.

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Com o desfalque de última hora de Raul, que voltou a sentir um incômodo na coxa direita, Alberto Valentim voltou a surpreender o torcedor do Vasco na escalação ao improvisar Luiz Gustavo na lateral direita, confirmar a volta de Werley à zaga, após quase um mês fora, e promover a estreia do volante Bruno Ritter, de 19 anos.

Com um histórico favorável em São Januário — seis vitórias contra cinco do Vasco, até ontem —, O Cruzeiro poupou os titulares para a decisão da Copa do Brasil contra o Corinthians, quarta-feira, no Itaquerão, e falta de entrosamento falou mais alto.

Logo no primeiro minuto de jogo, Maxi López furou o cruzamento de Luiz Gustavo e perdeu a chance de abrir o placar. Na força, o Trator, como é chamado pela torcida, tentou furar a forte marcação, mas sentiu a falta de apoio ofensivo.

Com três volantes — Ritter, Andrey e Consendey —, o Vasco pouco criava, apesar da maior posse de bola. Fabrício tentava levar a equipe à frente, mas a cada passe errado diminuía a paciência do torcedor, que soltou a voz para cobrar a sua saída ainda no primeiro tempo.

Responsável pelo renascimento de Fabrício, agora como meia, Alberto Valentim comprou a sua briga e recebeu a resposta que esperava logo no início do segundo tempo. Vaiado, o camisa 6 ganhou na força de Cacá, cruzou para Pikachu, aos três minutos, abrir o placar após o ótimo corta-luz de Maxi López.

O Caldeirão ferveu de vez. Em todos os sentidos. Na sequência, o Cruzeiro teve três chances claras de marcar com Deivid, Mancuello e Murilo. A entrada de Sassá e Raniel aumentou a pressão sobre a defesa, que já sofreu 83 gols em 2018. Empurrado pela torcida, o Vasco, na raça, suportou os piores momentos.

E até Fabrício, merecidamente, foi aplaudido ao ser substituído por Henrique. Aos 24 minutos, aconteceu o gol do alívio. Maxi López, no corpo a corpo, deixou Lucas Silva no chão e chutou com categoria no canto esquerdo de Rafael: 2 a 0. Em festa, o torcedor do Vasco comemora o salto para o 13º lugar, mais distante do Z-4.

FICHA TÉCNICA

VASCO 2 X 0 CRUZEIRO

Local: São Januário, no Rio de Janeiro (RJ)

Árbitro: Marcelo Aparecido de Souza (SP)

Auxiliares: Anderson Coelho (SP) e Bruno Salgado Rizo (SP)

Público presente: 11.376

Renda: R$ 249.945,00

Cartões amarelos: Andrey, Leandro Castán, Jordi, Werley, Maxi López e Luiz Gustavo (Vasco); Bruno Silva e Sassá (Cruzeiro)

Cartão vermelho: Mancuello (Cruzeiro)

Gols: Yago Pakachu, aos 3min do segundo tempo; Maxi López, aos 24min do segundo tempo

Vasco: Fernando Miguel; Luiz Gustavo, Werley, Leandro Castán (Henríquez) e Ramon; Bruno Ritter, Andrey e Bruno Consendey (Henrique); Fabrício (Giovanni Augusto), Yago Pikachu e Maxi López / Técnico: Alberto Valentim

Cruzeiro: Rafael; Ezequiel, Cacá, Murilo e Patrick; Bruno Silva (Sassá), Lucas Silva e Mancuello; David (Rafael Santos), Rafael Sobis e Fred (Raniel) / Técnico: Mano Menezes