Em tratamento com antibióticos, Bolsonaro não terá mais alta na 4ª feira

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O porta-voz da Presidência, Otávio do Rêgo Barros, disse nesta 2ª feira (4.fev.2019) que o presidente Jair Bolsonaro está em tratamento com antibióticos para prevenir infecções e não deve mais ter alta na próxima 4ª feira (6.fev), como estava previsto. Mas as funções intestinais começaram a voltar e o presidente já evacuou duas vezes.

“Obviamente que 4ª feira não será mais o dia de alta do nosso presidente, ele entrou em 1 estágio que está sendo administrado por antibióticos por no mínimo 7 dias”, disse, ao afirmar que a possibilidade de alta de Bolsonaro se estende até 11 de fevereiro.

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Bolsonaro apresenta boa evolução e despacha com assessores

O boletim médico (eis a íntegra) divulgado pelo hospital Albert Eintein informa que no domingo (3.fev) Bolsonaro apresentou elevação da temperatura (37,3 °C) e alteração de alguns exames laboratoriais.

“Foi iniciada antibioticoterapia de amplo espectro e realizados novos exames de imagem. Identificou-se uma coleção líquida ao lado do intestino na região da antiga colostomia”, diz documento.

O boletim também informa que o Bolsonaro foi “submetido a punção guiada por ultrassonografia e permanece com dreno no local”.

Segundo Barros, o presidente está em “descanso completo” e recebe visitas apenas de parentes e assessores. Hoje, a primeira-dama Michelle Bolsonaro e seu filho Carlos Bolsonaro (PSC), vereado no Rio de Janeiro,  estão com ele no hospital.

Questionado se Bolsonaro poderá deixar novamente a presidência devido a internação, o porta-voz informou que por enquanto ele vai continuar a fazer despachos do hospital. No entanto,  nesses próximos 2 dias os despachos serão evitados.

O porta-voz também disse que o presidente continua fazendo exercícios em uma bicicleta ergométrica. Nesta tarde, o presidente divulgou 1 vídeo no Twitter fazendo a fisioterapia.

Eis a íntegra do boletim:

“O excelentíssimo Presidente da República, Jair Bolsonaro, está internado em Unidade de Cuidados semi-intensivos do Hospital Israelita Albert Einstein. Apresentou ontem à noite elevação da temperatura (37,3 °C) e alteração de alguns exames laboratoriais.

Foi iniciado antibioticoterapia de amplo espectro e realizado novos exames de imagem. Identificou-se uma coleção liquida ao lado do intestino na região da antiga colostomia.

Foi submetido à punção guiada por ultrassonografia e permanece com dreno no local. Está no momento sem dor, afebril, em jejum oral, com sonda nasogástrica e nutrição parenteral exclusiva. Já apresenta movimentos intestinais e teve dois episódios de evacuação. Segue realizando exercícios respiratórios e de fortalecimento muscular no quarto.”

A CIRURGIA

A cirurgia de retirada da bolsa de colostomia de Bolsonaro foi realizada no dia 28 de janeiro. Durou 7 horas. De acordo com boletim médico, não houve necessidade de transfusão de sangue.

Foi o 3º procedimento cirúrgico desde o atentado que o então candidato à Presidência sofreu em 6 de setembro de 2018. A cirurgia estava marcada para ser realizada inicialmente em dezembro, antes da cerimônia da posse. Porém, foi adiada devido a uma infecção.

Bolsonaro retomou a Presidência na última 4ª feira (30.jan). Na 5ª (31.jan), despachou do hospital.

O GSI (Gabinete de Segurança Institucional) montou 1 escritório no hospital Albert Einstein para que o presidente possa trabalhar.

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