Governador do MS, Reinaldo Azambuja, é alvo de operação da Polícia Federal

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A Polícia Federal deflagrou nesta 4ª feira (12.set.2018) uma operação denominada Vostok, em Campo Grande (MS).

O governador do Estado, Reinaldo Azambuja (PSDB), é alvo de busca e apreensão.

A PF já esteve na casa, no gabinete e na sede do governo de Azambuja, que é candidato à reeleição ao Palácio do Paiaguás.

A investigação mira no esquema de pagamento de propina envolvendo pecuaristas da região, autoridades do Executivo, Legislativo e TCE (Tribunal de Contas do Estado).

O deputado estadual Zé Teixeira (DEM) está entre os alvos da operação.

O nome da operação faz referência às notas fiscais frias utilizadas na negociata.

Ao todo, foram mobilizados cerca de 220 policiais federais para cumprir 41 mandados de busca e apreensão e 14 mandados de prisão temporária em Campo Grande e em municípios do Estado.

As investigações ocorrem desde o início do ano e têm como base os termos de colaboração premiada de executivos de uma grande empresa do ramo frigorifico. Nas delações, os colaboradores especificaram os procedimentos utilizados para conseguir benefícios fiscais junto ao governo do Estado.

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O inquérito tramita no STJ (Superior Tribunal de Justiça), em Brasília. O ministro Félix Fischer foi quem autorizou que a PF cumprisse as cautelares solicitadas pela PGR (Procuradoria-Geral da República).

ENTENDA O CASO

Investigações da Polícia Federal indicam que desde 2003 ocorre no Estado 1 esquema de concessão ilegal de créditos tributários mediante ao pagamento de propina para agentes públicos por parte de 1 grande grupo empresarial.

As apurações mostram que cerca de 30% do total de créditos tributários recebidos pela empresa de frigoríficos era revertido em proveito da organização criminosa investigada. É estimado que só nos primeiros 2 anos de esquema, a empresa tenha deixado de pagar cerca de R$209 milhões aos cofres públicos.

Segundo a PF, parte da propina acertada teria sido viabilizada antecipadamente na forma de doação eleitoral oficial durante a campanha para as eleições em 2014. Os pagamentos também teriam sido feitos em espécie no Rio de Janeiro e em São Paulo. Além disso também foram feitas simulações de contratos de compra e venda, com a utilização notas fiscais falsas.

Nos autos do processo, existem cópias das utilizadas para disfarçar a efetividade dos pagamentos.

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