Lava Jato: PF deflagra ação contra fraudes em fundo de pensão da Petrobras

Distribuidoras de combustivel da Petrobras. Gasolina, caminhão tanque, caminhoneiros, paralizacao. Foto: Sérgio Lima/Poder 360

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta 6ª feira (23.nov.2018) a 56ª fase da Operação Lava Jato. As investigações estão relacionadas à corrupção nas obras de construção de uma sede da Petrobras em Salvador, na Bahia, conhecida como Torre Pituba.

As ações teriam acontecido entre 2009 e 2016.

São cumpridos 8 mandados de prisão preventiva (por tempo indeterminado), 14 de prisão temporária e 68 mandados de busca e apreensão.

Acompanhe o Blog do Pávulo no Facebook   Twitter  Instagram

MP Eleitoral processa servidor que usou Dnit no AM em benefício de Alfredo Nascimento (PR)

De acordo com a Polícia Federal, também houve superfaturamento nos contratos de gerenciamento da construção, de elaboração de projetos de arquitetura e de engenharia. O dinheiro era direcionado para o pagamento de propina para agentes públicos da Petrobras, do PT e dirigentes da Petros.

Desde o início da operação, já foram presas 6 pessoas, que serão levadas para a superintendência da PF, em Curitiba. Entre elas estão Wagner Pinheiro Oliveira, ex-presidente da Petros e Correios; Mario Cesar Suarez, da empresário da OAS e o ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto.

As ordens judiciais estão sendo cumpridas em São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Bahia. Os despachos teriam partido de Curitiba.

ENTENDA O CASO

O fundo de pensão dos empregados na estatal –conhecido como Petros– investiu na construção da obra da sede da Petrobras na Bahia para depois alugar o prédio por 30 anos e repor a quantia nos cofres da instituição.

No entanto, as construções foram feitas por uma empresa ligada a uma empreiteira já investigada pela Lava Jato que estipulou o valor das obras bem acima do real.

Os investigados eram os responsáveis por direcionar parte do valor recebido pela obra superfaturada para pagar das propina aos agentes públicos da Petrobras, dirigentes da Petros e cúmplices. As penas somadas podem chegar ao total de 50 anos de prisão e multa.

O nome da operação, Petros, diz respeito a perda do Fundo de Pensão da estatal, assim como ao fato de os crimes investigados parecerem revelar um “saco sem fundos”.