Não venda seu voto, nem se venda

Caro leitor,

As eleições para as prefeituras brasileiras entra esta semana na fase de oficialização, em que são definidos quem serão os candidatos a prefeitos, vice-prefeitos e vereadores.

Infelizmente, é também quando os eleitores passam a ser alvo de assédio das velhas práticas de campanha, como brindes, favores e toma lá, dá cá, ou seja, a compra e venda de votos.

A compra de votos não é apenas crime previsto no Código Eleitoral (que gera prisão de até 4 anos para quem vende e para quem compra), mas é principalmente uma confirmação de que o político não tem condições de representar ninguém, porque sequer é honesto. Se ele age de forma ilegal durante a campanha, imagine o que não fará quando estiver eleito, com acesso a recursos públicos dos impostos.

Vale lembrar que a compra de votos é um crime com duas pontas. O eleitor que se vende, além de se arriscar a ir para a cadeia, perde totalmente a legitimidade para cobrar seus representantes. Ou seja, se o eleitor já recebeu (dinheiro, brinde, dentadura, cimento, etc) pelo seu voto, como vai poder cobrar sistema de saúde que funcione, transporte público de qualidade, escolas e creches para seus filhos? Já foi pago, e acabou.

Sendo assim, é importante que o eleitor pesquise a vida dos seus candidatos e, principalmente, atente para a o fato de que corruptor e corrupto andam de mãos dadas.

Quem vende o seu voto, perde a moral para protestar contra a corrupção e exigir uma sociedade mais justa e igualitária.