Paulo Vieira é condenado a 145 anos de prisão por peculato no Rodoanel

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A juíza Maria Isabel do Prado, da 5ª Vara Federal Criminal de São Paulo, condenou nesta 4ª feira (6.mar.2019) o ex-diretor da Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A) Paulo Vieira de Souza a 145 anos e 8 meses de reclusão, em regime inicial fechado, pelos crimes de peculato – desvio de dinheiro público – inserção de dados falsos em sistema da administração pública e associação criminosa.

Na decisão, Maria Isabel do Prado afirma que Souza comandou 1 esquema de desvio de mais de R$ 7 milhões que deveriam ter sido usados na indenização de moradores prejudicados pelas obras do entorno do trecho sul do Rodoanel de São Paulo e na ampliação das avenidas Jacu Pêssego e Marginal do Tietê.

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A juíza também determinou a perda dos bens de Vieira e indenização de R$ 7.725.012,18 aos cofres públicos, solidariamente junto a outros condenados. Paulo Vieira deverá também pagar 4.320 dias-multa de 5 salários-mínimos (cerca de R$ 13,4 milhões).

Esta é a 2ª sentença da Justiça Federal em ações penais da Lava Jato em São Paulo. Na última 5ª feira (28.fev.2019), o ex-diretor da Dersa foi condenado a pena de 27 anos e 8 dias de prisão por ter ter fraudado licitações e participado de formação de cartel em obras do trecho sul do Rodoanel e do Sistema Viário Metropolitano de São Paulo entre 2004 e 2015.

Paulo Vieira está preso desde 19 de fevereiro, quando foi alvo da 60ª fase da Operação Lava Jato, denominada de “Ad Infinitum”. De acordo com o MPF (Ministério Público Federal), a operação investiga 1 complexo esquema de lavagem de dinheiro de corrupção praticada com a Odebrecht. Paulo Vieira é apontado como operador de esquemas envolvendo o PSDB em São Paulo. Pelos cálculos da procuradoria, as transações investigadas superam R$ 130 milhões.

A defesa de Paulo Vieira disse que não irá se manifestar sobre a decisão.

(com informações da Agência Brasil)

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