Coluna do Jota Garcia

PF transfere Vorcaro para cela comum e restringe visitas de advogados em Brasília

Foto: Reprodução/@vinicius.foto

Banqueiro do caso Master deixou sala especial na Superintendência da PF e agora só poderá receber a defesa duas vezes por dia, por 30 minutos

A Polícia Federal transferiu o banqueiro Daniel Vorcaro para uma cela comum na Superintendência da corporação em Brasília, onde ele segue preso preventivamente desde 19 de março, no âmbito do caso Master.

A mudança ocorreu no início da noite de segunda-feira, 18 de maio.

Vorcaro deixou sala especial e foi para cela de passagem

Segundo as informações do texto-base, a PF retirou Vorcaro da sala especial onde ele estava custodiado até então.

Antes disso, o dono do Banco Master ocupava o mesmo espaço especial onde o ex-presidente Jair Bolsonaro ficou preso por alguns meses.

Foto: Reprodução/@vinicius.foto

Agora, porém, a corporação levou o banqueiro para uma cela comum, usada para presos que estão de passagem pela Superintendência da PF em Brasília.

Aliados reclamam das condições da nova cela

De acordo com pessoas próximas a Vorcaro, a nova cela não teria sequer um banheiro em condições adequadas.

Na avaliação desses aliados, o espaço seria pior do que celas existentes na Papuda, na Papudinha e até na Penitenciária Federal de Brasília, onde o banqueiro já esteve preso.

PF também apertou regras para os advogados

Além da troca de cela, a Polícia Federal restringiu as visitas dos advogados a Daniel Vorcaro.

A partir de agora, a defesa só poderá visitar o banqueiro duas vezes por dia, com duração de 30 minutos cada.

Além disso, os advogados não poderão entrar com instrumentos de trabalho.

Antes da mudança, Vorcaro podia receber os defensores das 9h às 17h, sem esse tipo de limitação.

André Mendonça autorizou aplicação das regras ordinárias

Segundo o texto-base, a PF adotou as novas medidas depois que o ministro André Mendonça, relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou que Vorcaro fosse submetido às “regras de funcionamento ordinárias” da Superintendência da PF em Brasília.

Com isso, a corporação passou a aplicar ao banqueiro as normas usuais da unidade.

Mudanças ocorrem em meio à tensão sobre delação

As novas regras entraram em vigor em meio ao impasse envolvendo a possível delação premiada de Daniel Vorcaro.

Segundo o texto-base, investigadores criticam o banqueiro por não contar tudo o que sabe e por poupar alguns personagens ligados ao esquema investigado no caso Master.

Assim, a mudança na rotina carcerária acontece em um momento de pressão crescente sobre o dono do banco.

Caso Master segue produzindo novos desdobramentos

Na prática, a transferência para uma cela comum e a restrição às visitas da defesa mostram um endurecimento das condições de custódia de Vorcaro dentro da Polícia Federal.

Ao mesmo tempo, o caso Master continua avançando com novos capítulos, sobretudo por causa das negociações, tensões e divergências em torno da colaboração do banqueiro com as investigações.

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