Prefeito de Caapiranga Antônio Pongó Ferreira pode ser preso a qualquer momento

O município de Caapiranga, a 134km de Manaus, deve receber uma operação da Polícia Federal e do Ministério Público Federal, nas próximas semanas. Isso devido a provas juntadas em denúncias apresentadas na PF e no MPF pelo Vice-Prefeito do Município Moisés da Costa Filho (PMDB).

As denúncias são gravíssimas e envolvem recursos federais extraídos das contas da Prefeitura, pelo Prefeito de Caapiranga, Antônio Ferreira Lima (PMDB) quando este estava afastado do cargo e não poderia ter movimentado os valores, no período de 18 de outubro a 13 de novembro de 2017.

As movimentações financeiras envolvem o empresário de Manacapuru, amigo de Antônio Lima (o Pongó), José Maria Bastos, que teria emprestado, a juros, altos valores para Pongó.

As empresas de José Maria Bastos: R Jaques de Oliveira – ME; Construtora e Transportes Cassiano Ltda; J.R.N.S Comércio de Produtos Alimentícios; entre outras, aparecem nos extratos bancários recebendo valores vultosos das contas da Prefeitura de Caapiranga, sem comprovação de prestação dos serviços para o Município.

O Valor de 190 mil reais foi transferido das contas do Fundo Municipal de Saúde de Caapiranga, Por Juliana Lima dos Anjos (secretária de saúde) e Leandra do Espírito Santo Ribeiro (coordenadora do Fundo de Saúde) para as contas de diversas empresas, conforme se verifica dos extratos bancários. Isso no dia 01/11/2017 quando Pongó e seus secretários estavam afastados e, em tese, não poderiam movimentar as contas.

Ocorre que, mesmo notificado da troca de Prefeito do Município, o gerente geral do Banco do Brasil em Manacapuru, onde está a conta da saúde, não bloqueou as senhas de acesso de Pongó e de sua esposa Juliana Lima, bem como dos secretários do Prefeito afastado.

Pongó teve decisão para retornar ao cargo de Prefeito, no dia 13/11, por meio de uma decisão liminar (decisão rápida e provisória) do desembargador Airton Correa Gentil e foi notificado pela Câmara de Caapiranga às 12 horas desse dia.

Contudo, ainda antes de reassumir o cargo, por volta de 9:00h da manhã do dia 13/11, Pongó já estava movimentando as contas da Prefeitura, utilizando verbas oriundas do Fundeb e do FPM e fez uma transferência no valor de 238 mil reais para a empresa de José Maria Bastos, R Jaques de Oliveira – ME.

Segundo levantamento realizado pelo vice-prefeito Moisés Costa, que assumiu o cargo de Prefeito, de 18/10 a 13/12/2017, Pongó deu um desfalque na Conta do Fundo de Previdência da Prefeitura de Caapiranga – FUMPREVIC, no valor de 412 mil reais.

Pongó também reteve os recursos dos servidores da Prefeitura, que têm empréstimos consignados, mas embolsou o dinheiro, no valor de 500 mil reais, e não repassou os pagamentos para os bancos Bradesco e Caixa Econômica Federal. Pongó afanou o dinheiro dos servidores, que estão recebendo cobrança dos bancos e tendo seus nomes incluídos nos serviços de proteção ao crédito – SPC.

O Vice-Prefeito Moisés Filho disse que possui todas as provas e extratos bancários comprovando as movimentações criminosas de Pongó e seus secretários.

 

 

 

 

 

 

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