Rebeldes centro-africanos recebem armas de traficantes sudaneses

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A ONU mantém 13.000 homens de tropas de paz na República Centro-africana

Rebeldes muçulmanos que tomaram provisoriamente o poder na República Centro-africana em 2013 receberam um novo carregamento de armas de traficantes do Sudão, apesar de participarem dos diálogos de paz, informou um painel de especialistas da ONU.

O grupo de monitoramento das sanções vigentes na República centro-africana descreveu em um relatório que líderes da antiga aliança Seleka estão se rearmando para contrabalançar o envio de tropas governamentais recém-treinadas para suas áreas de influência.

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“A afluência de armas enviadas do Sudão, observada desde janeiro de 2018, deu lugar a que os membros da União pela Paz (UPC) e da Frente Popular para o Renascimento da República Centro-africana (FPRC) sejam vistos cada vez mais com pistolas e fuzis de assalto do tipo AK, assim como com lança-granadas e metralhadoras montadas em seus veículos”, reporta o informe ao Conselho de Segurança.

Os dois grupos são parte da ex-aliança rebelde Seleka, que manteve o poder na capital da República Centro-africana, Bangui, de março de 2013 até janeiro de 2014. A aliança entregou o poder a um governo de transição depois que as milícias cristãs, conhecidas como anti-Balaka, se insurgiram contra ela.

O Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou envios de armas de França, Rússia, China, Estados Unidos e Bélgica para apoiar o Exército pouco equipado do país, enquanto Rússia e União Europeia também aportaram treinamento militar.

A União Africana liderou um esforço para avançar nos diálogos de paz com os grupos armados da República Centro-africana, mas com poucos avanços.

O informe foi entregue esta semana, em preparação para o dia 20 de janeiro, quando se renova o embargo de armamento, proibição de viagens e congelamento de ativos no país, em vigor desde 2013.

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