Temer nega ter discutido inquéritos em reunião com Cármen Lúcia

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O presidente Michel Temer (MDB) e a presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministra Cármen Lúcia, se reuniram no fim da manhã deste sábado (10.mar.2018).

O encontro ocorreu na casa da ministra, em Brasília

Oficialmente, eles discutiram temas relacionados à segurança pública, à intervenção federal no Rio e à situação do sistema prisional.

Nos últimos dias, porém, Temer sofreu uma série de revezes no Supremo. Ele negou ter falado sobre esses assuntos no encontro. A conversa entre Temer e Cármen Lúcia durou pouco mais de 1 hora.

O ministro Roberto Barroso autorizou a quebra do sigilo bancário de Temer dos últimos 4 anos, no inquérito que investiga o presidente sobre possível beneficiamento com a edição do Decreto dos Portos.

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Depois, Barroso mandou investigar suposto vazamento de informações do processo, que é sigiloso, para a defesa de Temer.

Segundo o ministro, advogados do presidente tiveram acesso “até” ao número dos autos, que não são públicos. A defesa alegou que “deduziu” as informações com base em publicações do Diário Oficial.

Temer também teve o nome incluído em 1 novo inquérito. A investigação é sobre o pagamento de R$ 10 milhões pela Odebrecht ao MDB em 2014. O pagamento foi discutido em reunião no Palácio do Jaburu.

O emedebista chegou a enviar uma carta à procuradora-geral Raquel Dodge com argumentos jurídicos no sentido de que o presidente não poderia ser investigado durante o mandato por fatos ocorridos antes da posse.

Dodge foi a autora do pedido de inclusão do nome de Temer no inquérito, que foi acatado pelo ministro Edson Fachin.

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