Tiroteio em escola deixa ao menos 10 mortos em Suzano

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Adolescentes atiram dentro da Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano, e matam 6 pessoas. (Foto: Mauricio Sumiya/Futura Press)

Um tiroteio matou pelo menos 10 pessoas na manhã desta quarta-feira (13), em uma escola estadual em Suzano, na Grande São Paulo.

Ao todo, foram seis estudantes mortos – quatro dentro da escola e dois que foram socorridos a hospitais -, e duas funcionárias do colégio. Os dois autores se mataram em seguida, segundo a PM (Polícia Militar).

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Polícia divulga identidade dos atiradores de Suzano

O governo do Estado decretou luto de três dias.

Informações iniciais apontam que um adolescente de 17 anos e um jovem de 25, com os rostos cobertos, invadiram a Escola Estadual Raul Brasil atirando durante o intervalo entre as aulas. Um deles vestia roupas pretas e usava um pano com estampa de caveira sobre o rosto.

Os dois jovens teriam matado os estudantes, duas funcionárias, incluindo uma coordenadora pedagógica, e se mataram em um corredor interno do colégio. Os alunos mortos eram todos do Ensino Médio. As identidades e idades não foram divulgadas. O número total de feridos chega a 15, segundo a PM.

DETALHES DA AÇÃO

O comandante da Polícia Militar, coronel Marcelo Vieira Salles, detalhou a ação dos adolescentes. “Os dois atiradores, antes de entrarem na escola, atiraram contra o proprietário de um lava rápido na frente, que está passando por cirurgia na Santa Casa de Suzano. Ao ingressarem na escola, eles atiraram na coordenadora pedagógica e em outra funcionária. Foram ao pátio, atiraram em quatro alunos do Ensino Médio e se dirigiram ao Centro de Estudos de Línguas. Os alunos do centro se trancaram na sala junto com uma professora. Depois, os dois (atiradores) se suicidaram no corredor”.

Um dos atiradores estava armado com um revólver, calibre 38, quatro carregadores de munição, além de um coldre para guardar o armamento. O mesmo atirador portava uma machadinha na cintura e, ao lado dos corpos deles, havia uma arma besta – ou balestra – de atirar dardos ou flechas. As informações foram passadas pela PM.

A polícia também encontrou garrafas que aparentam ser coquetéis molotov e há ainda uma mala com fios. O esquadrão antibombas foi chamado por conta do artefato e agentes do Gate (Grupo de Ações Táticas Especiais) fazem uma varredura na escola procurando outros possíveis explosivos.

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), chegou na escola em um helicóptero e está acompanhado do secretário Estadual de Educação, Rossieli Soares, e do secretário de Segurança, general João Camilo Pires de Campos, e o comandante da PM, coronel Salles.

“Cena mais triste que já assisti em toda minha vida. Fico muito triste que um fato desse ocorra em nosso País e no Estado de São Paulo. (…) Vim para cá imediatamente ao lado dos secretários, de parlamentares e integrantes da prefeitura de Suzano. (…) Minha solidariedade à essas famílias de todas as vítimas”, afirmou o governador, em uma coletiva realizada por volta das 11h50.

Outra coletiva será realizada às 14h após perícia do IC (Instituto de Criminalística).

As famílias das vítimas estão sendo atendidas no Caps (Centro de Atenção Psicossocial) por servidores da Secretaria de Saúde.

A escola atende a alunos do Ensino Fundamental, do Ensino Médio e um centro de estudos de língua. Dados do Censo Escolar de 2017 indicam que a escola possui cerca de mil alunos e 105 funcionários.

Equipes do Corpo de Bombeiros de Mogi das Cruzes, do Samu (Serviço de Atendimento Médico de Urgência) e dois helicópteros Águia, da PM, foram chamados ao local.

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