Tsipras e Erdogan se reúnem para reduzir tensão entre Grécia e Turquia

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O premiê grego, Alexis Tsipras, cumprimenta o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, durante uma reunião em Ancara, em foto cedida pela Presidência turca em 5 de fevereiro de 2019

O primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, reuniu-se com o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, nesta terça-feira (5), em Ancara, no início de uma visita que visa a reduzir as tensões entre os dois países.

“Penso que todos os problemas com a Grécia podem ser resolvidos pacificamente”, disse Erdogan em una coletiva conjunta, na qual reafirmou a importância crucial de manter o “diálogo”.

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Tsipras, por sua vez, se disse feliz de verificar que “os canais de comunicação se mantêm abertos” com o governo turco e pediu para construir “uma relação baseada no respeito ao direito internacional e na compreensão recíproca”.

O chefe de Estado grego chegou a Ancara pouco depois do meio-dia e foi recebido imediatamente pelo vice-presidente turco, Fuat Oktay. Na sequência, encontrou-se com Erdogan.

Segundo a porta-voz da Presidência turca, os dois presidentes tinham uma pauta robusta: tensões no Mar Egeu e Mediterrâneo, a questão cipriota, os fluxos migratórios e as relações bilaterais entre dois países-membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

O porta-voz do governo grego, Dimitris Tzanakopoulos, admitiu que “atravessamos um período difícil em nossas relações com a Turquia. Por isso devemos continuar dialogando”.

Por esta razão – continuou Tzanakopoulos -, esta visita “pode contribuir para reduzir as tensões”.

Em dezembro de 2017, Erdogan se tornou o primeiro chefe de Estado turco a visitar a Grécia em 65 anos. Durante a viagem, surpreendeu a todos, porém, ao propor uma revisão do Tratado de Lausanne. Assinado em 1923, o acordo define as atuais fronteiras da Turquia depois do fim do Império Otomano.

A visita ocorre simbolicamente pouco dias depois do 23º aniversário de uma grave crise diplomática sobre ilhotas, denominadas Imia pela Grécia e Kardak pela Turquia, em meio às tensões habituais entre os dois países. Em 1996, estiveram perto de um conflito armado.

Entre as diferenças que opõem os dois países, está o tema das explorações gasíferas em frente à costa do Chipre. A ilha está dividida desde que o Exército turco invadiu em 1974 seu terço norte como reação a um golpe de Estado em Atenas, que pretendia anexar o país à Grécia.

Ambos se opõem também ao traçado de sua fronteira no Mar Egeu, fonte de vários incidentes marítimos e aéreos.

Outro tema de conflito é a questão migratória.

O pacto entre a Turquia, que abriga 3,5 milhões de refugiados sírios, e a União Europeia (UE), assinado em março de 2016, limitou a chegada de candidatos ao asilo, procedentes da costa turca.

Centenas de pessoas continuam desembarcando, porém, todos os dias, nas ilhas gregas, território dentro da União Europeia (UE). Cerca de 5.000 chegaram entre setembro e dezembro passado, aumentando a pressão sobre os acampamentos de refugiados na Grécia, já lotados.

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