Últimos depoimentos: CPI da Covid ouve ex-médico e paciente da Prevent Senior

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A oitiva ocorrerá em duas partes: a primeira será destinada a ouvir o cliente da operadora; a segunda, voltada ao relato do profissional

A CPI da Covid-19 ouve, nesta quinta-feira (7/10), o depoimento de Tadeu Frederico de Andrade, paciente com plano da Prevent Senior, e Walter Correa de Souza Neto, ex-médico da operadora de saúde. Serão os últimos depoimentos do colegiado, que começou os trabalhos em 27 de abril e agora se encaminha para a conclusão.

A oitiva ocorrerá em duas partes. A primeira será destinada a ouvir o cliente da empresa; a segunda, ao relato do profissional de saúde.

O objetivo é esclarecer denúncias encaminhadas à comissão sobre supostas irregularidades cometidas pela operadora no tratamento de pacientes da Covid-19.

Andrade foi convocado a depor após ter procurado os senadores para relatar supostas irregularidades cometidas pela Prevent Senior. Infectado pela Covid-19 e beneficiário do plano de saúde, Andrade narra ter sido medicado com kit Covid – conjunto de medicamentos comprovadamente ineficazes contra a Covid-19.

Andrade teve piora no quadro clínico e precisou ser internado em unidade de terapia intensiva (UTI). Ele relatou que, após um mês na UTI, a equipe da operadora, segundo ele, tentou tirá-lo da internação para “economizar custos, colocando-o sob cuidados paliativos”.

Recuperado, Andrade denunciou a Prevent Senior à CPI da Covid e ao Ministério Público de São Paulo, que investiga, paralelamente ao colegiado do Senado Federal, a ação do plano de saúde durante a crise sanitária.

Estudos clandestinos

 

Os senadores também esperam ouvir do ex-funcionário da empresa se procedem denúncias que dão conta de cerceamento da autonomia médica e profissional e distribuição indiscriminada aos beneficiários da operadora do chamado kit Covid.

Há, ainda, indícios de que a empresa tenha aplicado metodologias terapêuticas para tratamento da Covid-19 que não estão autorizadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ou aprovadas pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep) para serem utilizadas sob protocolo clínicos de pesquisa.

Conforme consta no documento encaminhado aos parlamentares, é possível que a Prevent Senior tem fraudado estudos clínicos para mascarar resultados negativos e certidões de óbitos de vítimas da doença.

Um dos casos citados, em que teria havido possível fraude no documento que aponta causa mortis por Covid-19, é da mãe do empresário bolsonarista Luciano Hang, Regina Hang. Em depoimento à CPI, ele negou que tenha ocorrido fraude na certidão.

Conforme consta no documento encaminhado aos parlamentares, é possível que a Prevent Senior tem fraudado estudos clínicos para mascarar resultados negativos e certidões de óbitos de vítimas da doença.

Um dos casos citados, em que teria havido possível fraude no documento que aponta causa mortis por Covid-19, é da mãe do empresário bolsonarista Luciano Hang, Regina Hang. Em depoimento à CPI, ele negou que tenha ocorrido fraude na certidão.

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