Coluna do Jota Garcia

Alessandra Campêlo mudou de posição sobre o FMPES?

Imagem: IA Generativa/Am Post

Um dos principais argumentos dos críticos de Alessandra Campêlo é a diferença entre o posicionamento atual da deputada e o voto dado em uma proposta semelhante no passado.

Em 2019, Alessandra votou a favor de um projeto do Governo do Amazonas que autorizava o uso de até R$ 300 milhões do Fundo de Fomento às Micro e Pequenas Empresas e Desenvolvimento Social do Estado do Amazonas (FMPES).

Na época, os recursos poderiam custear despesas correntes e pagar o 13º salário dos servidores estaduais.

A proposta foi aprovada por 18 votos a 1.

Agora, diante de uma PEC com objetivo considerado semelhante por aliados do governo, a parlamentar liderou a resistência que adiou a votação na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam).

A deputada, por outro lado, nega contradição.

Alessandra afirma que os contextos políticos e administrativos são diferentes.

Segundo ela, a discussão atual envolve falta de diálogo, tramitação em período de recesso e ausência de tempo para análise adequada da proposta.

Quando a PEC voltará ao plenário?

Com o impasse durante a tramitação, a votação da PEC ficou para agosto.

A análise deve ocorrer após o recesso parlamentar da Assembleia Legislativa.

Até lá, o Governo do Amazonas deverá intensificar as articulações para tentar destravar a matéria.

Além disso, o Executivo precisará buscar apoio suficiente para aprovar a proposta em plenário.

Disputa amplia tensão política no Amazonas

A disputa em torno da PEC evidencia o acirramento político no Amazonas às vésperas das eleições de 2026.

A declaração de Omar Aziz não apenas elogiou a atuação de Alessandra Campêlo.

Também deu contornos públicos a uma articulação que já vinha sendo atribuída aos bastidores da Aleam.

Com isso, o episódio alimenta o debate sobre o peso das estratégias políticas na condução de projetos considerados estratégicos para o Executivo estadual.

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