Coluna do Jota Garcia

Com Cleinaldo Costa na UEA, grupo de Zé Melo não acabou

Antes de se sagrar interventor-reitor (com r minúsculo mesmo!) da Universidade do Estado do Amazonas pelas mãos de Omar e do ex-governador cassado José Melo, foi diretor da Escola Superior de Ciências da Saúde (ESA), embora fosse professor substituto da instituição. Blog do Pávulo

Manaus – AM:  Antes de se sagrar interventor-reitor (com r minúsculo mesmo!) da Universidade do Estado do Amazonas pelas mãos de Omar e do ex-governador cassado José Melo, foi diretor da Escola Superior de Ciências da Saúde (ESA), embora fosse professor substituto da instituição.

As artimanhas do Magnífico já são conhecidas de longa data

Já reitor pro-tempore, com a missão de conduzir a Universidade até as eleições para a reitoria, aproveitou-se do momento político e pôs à disposição de José Melo toda estrutura da Universidade na capital e no interior.

A instituição foi apequenada para servir de trampolim à reeleição de José Melo, considerado por muitos o mentor político de Cleinaldo Costa, que, nas pegadas do mestre, tenta a reeleição agora em 2018. Nos idos de 2013, a reitoria da UEA, onde trabalha cotidianamente Cleinaldo Costa, pintou-se das cores e dos adesivos, das faixas e dos cartazes de José Melo, confundindo o público com o privado.

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E em 2014 veio a contrapartida: José Melo apoiou a eleição de Cleinaldo Costa para seu primeiro mandato de 4 anos à frente da Universidade. O reitor é um homem inteligente e que se adaptou rapidamente ao mundo político.

Os passos do mestre José Melo

Sua postura e seu discurso deixam transparecer um desejo de, findo o período à frente da instituição, seguir os passos do mestre José Melo e alçar voos mais altos, talvez uma cadeira no parlamento. Mas será que o reitor terá o mesmo “sucesso” político de Melo?

A mudança repentina da fórmula que calcula os percentuais de votos de cada candidato à reitoria, a menos de 10 (dez) dias da publicação do Edital, denuncia um desejo imenso de se manter a qualquer custo no poder, mesmo que para isso tenha de se utilizar de artifícios pouco ortodoxos.

A decisão judicial de ontem, terça-feira 20/03, não deixa dúvidas: “a conduta de alterar as regras das eleições neste período, e, indubitavelmente envolvendo interesses próprios, não condiz com o cargo  e a postura que se esperam do mesmo [do reitor atual], indo de claro encontro ao Princípio da Impessoalidade e Moralidade”.

Por Humberto Filho direto da Redação