
Teerã diz que Washington negocia publicamente, mas articula guerra “em segredo”; navio anfíbio com 3,5 mil militares chegou à região na sexta (27).
Acusação direta do Parlamento iraniano
O presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Baqer Qalibaf, acusou neste domingo (29) o governo dos Estados Unidos de planejar uma ofensiva terrestre “em segredo”. Ao mesmo tempo, segundo ele, Washington segue divulgando mensagens sobre diálogo e negociação.
“Publicamente, o inimigo envia mensagens de negociação e diálogo enquanto, em segredo, planeja uma ofensiva terrestre”, afirmou Qalibaf em comunicado divulgado pela agência oficial iraniana Irna.
Movimentação militar alimenta suspeitas
A denúncia ocorre em meio a sinais de reforço militar norte-americano na região. Na sexta-feira (27), um navio de ataque anfíbio dos EUA chegou ao Oriente Médio liderando um grupo com cerca de 3,5 mil militares, incluindo marinheiros e integrantes do Corpo de Fuzileiros Navais.

Além disso, Trump tem adotado discurso considerado ambíguo. Embora tenha sinalizado que a guerra duraria quatro semanas, ele evita cravar os próximos passos.
Reuniões diplomáticas tentam conter a escalada
Enquanto isso, as conversas diplomáticas continuam. Turquia, Paquistão, Egito e Arábia Saudita se reúnem neste domingo (29) e na segunda-feira (30), em Islamabad, para buscar uma saída para o conflito, segundo a AFP.
Apesar disso, o cenário segue instável. E a ofensiva de ambos os lados mantém o risco de novos ataques.
Ataques e mortes em porto perto do Estreito de Ormuz
Segundo a Irna, cinco pessoas morreram neste domingo após um ataque ao porto de Bandar Jamir, perto do Estreito de Ormuz — área estratégica para o comércio global de energia.
Ainda neste domingo, a Guarda Revolucionária informou que atacou no sábado (28) duas grandes fábricas de fundição de alumínio no Bahrein e nos Emirados Árabes Unidos.
Bloqueio de Ormuz amplia crise energética
Outra frente decisiva segue sendo o bloqueio do Estreito de Ormuz. Antes do conflito, a rota concentrava cerca de 20% do petróleo mundial. Agora, a restrição elevou a pressão nos mercados e acelerou a crise energética global.
Com isso, cresce a corrida de países para conter novos aumentos de combustíveis.
Houthis entram no tabuleiro e podem ampliar o estrangulamento marítimo
O risco aumenta com a possível ampliação do conflito pelo movimento Houthi, do Iêmen. No sábado, eles anunciaram o lançamento de mísseis contra Tel Aviv, em Israel.
Além disso, os houthis atuam em posição estratégica e podem ameaçar o tráfego no Estreito de Bab el-Mandeb, outro corredor marítimo decisivo no fluxo global.
*Com informações da AFP
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