
MANAUS — O Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou o habeas corpus da advogada Adriana Almeida Lima, presa na operação que apura a atuação do chamado “núcleo político” do Comando Vermelho (CV) no Amazonas. Segundo as investigações, ela já atuou como ex-secretária de gabinete de liderança na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam). Com a decisão, o tribunal manteve a prisão preventiva.
O ministro Alexandre de Moraes assinou a decisão, divulgada na terça-feira (10) e publicada na quarta-feira (11). A defesa acionou o STF após o Superior Tribunal de Justiça (STJ) também negar a soltura.
Por que o STF rejeitou o pedido
No recurso, os advogados alegaram falta de requisitos para manter a prisão preventiva. Além disso, pediram revogação da medida, com ou sem aplicação de cautelares.

No entanto, Moraes entendeu que o STF não pode analisar o habeas corpus neste momento porque a defesa ainda não esgotou as instâncias anteriores. Por isso, ele não conheceu o pedido e manteve a decisão que negou a liberdade.
Operação Erga Omnes e prisões
A Operação Erga Omnes, deflagrada em 20 de fevereiro, cumpriu mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão no Amazonas e em outros estados. A ação resultou em prisões e também em apreensões de bens e documentos.
Segundo as autoridades, nove investigados seguem foragidos, incluindo o apontado como líder do grupo. No Amazonas, as equipes prenderam oito alvos, conforme o texto-base.
O que a investigação atribui ao grupo
De acordo com a investigação, o grupo ajudava a organização criminosa a movimentar dinheiro e a facilitar a logística do tráfico. Além disso, a Justiça citou risco à ordem pública e à investigação, com base na suposta capacidade financeira e operacional da estrutura e na atuação interestadual.
A decisão judicial também menciona indícios de tentativa de infiltração em estruturas do Estado para acesso a informações sigilosas sobre investigações.
Movimentação e indícios citados no processo
Segundo o texto, as apurações apontam movimentação financeira considerada atípica superior a R$ 70 milhões. O processo também menciona apreensões que deram origem às investigações e relatórios de inteligência financeira.
Crimes investigados
Os investigados podem responder por crimes como:

- organização criminosa,
- associação para o tráfico,
- corrupção ativa e passiva,
- lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio,
- e violação de sigilo funcional.
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