Megaoperação “Covil do Mamon” mira organizações criminosas ligadas a empréstimos ilegais, lavagem de dinheiro e crimes violentos
A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) deflagrou, nas primeiras horas desta quarta-feira, 20 de maio, a operação “Covil do Mamon” para desarticular grupos criminosos suspeitos de atuar com agiotagem, extorsão, lavagem de dinheiro, homicídios, tortura, sequestro e cárcere privado no estado.
Segundo as investigações, uma das organizações alvo da ofensiva movimentou mais de R$ 24 milhões por meio de atividades ilícitas.
Esquema usava empréstimos ilegais e violência nas cobranças
De acordo com a polícia, o grupo atuava principalmente com empréstimos ilegais a juros abusivos.
Além disso, os investigados usavam violência extrema para cobrar as dívidas.
Ainda segundo a apuração, vítimas que atrasavam pagamentos sofriam ameaças, agressões e sessões de tortura. Em alguns casos, as cobranças terminaram em homicídios consumados e em tentativas de assassinato.
Operação cumpre prisões e bloqueia patrimônio
A Justiça autorizou uma ampla ofensiva contra os investigados.
Ao todo, a operação cumpre 26 mandados de prisão preventiva e 31 mandados de busca domiciliar.
Além disso, o Judiciário determinou o sequestro de 42 veículos, sete imóveis, o bloqueio de contas bancárias e a suspensão das atividades de sete empresas ligadas ao esquema.
Delegacia Geral concentrou movimentação de presos
Durante toda a manhã, a movimentação foi intensa na sede da Delegacia Geral da Polícia Civil, no bairro Dom Pedro, na zona centro-oeste de Manaus.

Vários presos foram levados ao local por equipes policiais que participaram da ofensiva.
Investigação alcança outros estados
As investigações também apontam que o esquema de lavagem de dinheiro ultrapassava as fronteiras do Amazonas.
Segundo a polícia, a rede criminosa mantinha ramificações ou movimentações em outros estados, como Santa Catarina, Paraíba e Roraima.
Força-tarefa reúne Polícia Civil e PM
A operação mobiliza equipes dos 12º e 20º Distritos Integrados de Polícia (DIP), do Departamento de Polícia Metropolitana (DPM), da Secretaria Executiva Adjunta de Operações (Seaop) e da Polícia Militar do Amazonas (PMAM).
Com isso, a força-tarefa tenta atingir não apenas os executores, mas também a estrutura financeira que sustentava o grupo.
Polícia diz que apuração continua
A Polícia Civil informou que as investigações seguem em andamento.
Além disso, novas medidas poderão ser adotadas conforme avancem a análise financeira e o exame das quebras de sigilo bancário autorizadas pela Justiça.
Na prática, a operação indica que a apuração ainda pode atingir novos nomes e ampliar o cerco sobre o patrimônio acumulado pelo grupo.






