Coluna do Jota Garcia

Opinião – O pérfido assessor do senador candidato ao governo: o mercador de mentiras que enche a boca e esconde os crimes

Por Jota Garcia

Chegou a Manaus na década de 1980 com a lata de cola vazia na mão e a esperança de aproveitar qualquer brecha no poder. Hoje, se apresenta como “especialista em pesquisas”, “guru da estratégia eleitoral” e voz que ninguém pode contradizer — mas a verdade sobre esse personagem é muito mais suja do que o talco colombiano que ele diz não cheirar. Falamos do assessor de confiança do senador que disputa o governo do Amazonas: um homem com a língua afiada para difamar, a mão leve para roubar e o passado pesado de acusações graves que nunca foram devidamente explicadas.

Acusado formalmente de estupro e importunação sexual, esse bazofiador profissional encontrou abrigo bem quisto nos braços do senador ainda nos anos 90, quando foi indicado para o cargo de subsecretário municipal de articulação política — sem concurso, sem currículo, sem mérito algum além da fidelidade cega e da disposição para fazer o que ninguém quer fazer. Naquele cargo, não articulou nada que beneficiasse a população: ao invés disso, esvaziou arquivos, levou consigo todo o acervo de pesquisas, dados e estudos pertencentes ao poder público e montou, com material alheio, a sua própria banquinha de venda de mentiras eleitorais.

Hoje, opera sob a capa de um site que registrou em nome de uma laranja tão podre quanto ele mesmo: uma figura sem rosto, sem voz, que serve apenas para esconder a origem dos números falsos e das narrativas inventadas por ele. Gosta de alardear contratos de empresas terceirizadas, convênios e acordos firmados pela gestão pública, publicando trechos fora de contexto para fabricar escândalos, atingir adversários e praticar o que ele mesmo chamaria, se fosse contra alguém que não ele, de “práticas antirrepublicanas”. Mas nunca, em nenhuma vez, mostrou o seu próprio contrato milionário com a máquina estadual — aquele que garante seu salário gordo, seus benefícios e o poder de ditar rumos na campanha do senador.

Recentemente, latiu alto contra o prefeito de Manaus: disse que o gestor “não sabe lidar com números”, “se fecha para a realidade” e outras frases de efeito. O que ele não conta é que a gritaria começou quando o prefeito recusou pagar o preço pedido por ele: uma espécie de “taxa de proteção” eleitoral, em que o assessor promete não fabricar dados contra a administração se receber benefícios, cargos ou verbas. Uma extorsão escancarada, que ele disfarça de “crítica técnica”.

O senador que quer governar o Amazonas diz que preza pela transparência, pela ética e pelo respeito às instituições. Mas mantém ao seu lado, como responsável por toda a área de pesquisas e estratégia, um homem com ficha suja, que se aproveita do poder para acobertar vícios, crimes e enriquecimento ilícito. As pesquisas que esse site divulga não são apenas números manipulados: são a face mais visível de um projeto que não tem compromisso com a verdade, só com a vontade de chegar ao poder a qualquer custo.

Enquanto o senador não cortar esse vínculo, a campanha não fala de propostas para o Amazonas: fala de mentiras, de contratos escondidos e de um passado que insiste em não ficar no tempo. O povo amazonense merece saber quem realmente dá as cartas na campanha, e por que um homem com tantas acusações contra si ainda tem voz e espaço dentro do projeto que quer comandar o Estado.

 

A lata de cola vazia ficou para trás, mas a falta de escrúpulos permanece — e essa ninguém consegue esconder.