Nota oficial esclarece atuação do promotor Armando Gurgel e absolve Gaeco de falha operacional
Manaus (AM) – Uma prisão temporária decretada no âmbito da Operação Militia, deflagrada na manhã desta terça-feira (29), mobilizou discussões internas no Ministério Público do Amazonas (MP-AM) após o episódio ser inicialmente interpretado como um erro grave da equipe investigativa. No entanto, nota oficial divulgada pela 60ª Promotoria de Justiça Especializada no Controle Externo da Atividade Policial e Segurança Pública (Proceap) esclarece que não houve falha operacional por parte do Gaeco, que apenas prestou apoio à ação. A coordenação da operação foi conduzida pelo promotor Armando Gurgel Maia, titular da 60ª Proceap.
O foco da polêmica foi a prisão de um perito da Polícia Civil, investigado sob suspeita de participação em uma rede de extorsões. Segundo a nota oficial, a medida cautelar teve natureza instrumental e preventiva, com o objetivo de isolar o servidor para análise de movimentações financeiras relacionadas ao uso indevido de seus dados funcionais.
Desde o início da ação, a promotoria já considerava a possibilidade de inocência do servidor e adotou medidas para preservar sua imagem e reputação profissional. A apuração demonstrou que os dados do perito teriam sido utilizados por terceiros para práticas criminosas, e que ele, na verdade, foi vítima do esquema.
Após prestar esclarecimentos e colaborar ativamente com os promotores, o servidor foi liberado ainda no início da tarde do mesmo dia. O Ministério Público ressaltou a postura ética e diligente do perito, reconhecendo sua contribuição para o avanço das investigações.
“O perito, longe de integrar o grupo criminoso investigado, foi vítima do esquema e tornou-se um importante colaborador da investigação”, afirmou a 60ª Proceap.
A Operação Militia investiga uma suposta milícia composta por policiais militares e civis, suspeitos de envolvimento em roubos, extorsões e uso de estrutura do Estado para atividades criminosas. Até o momento, oito policiais militares foram presos preventivamente e o perito foi detido de forma temporária – já revogada. Foram cumpridos 16 mandados de busca e apreensão e quatro de busca veicular.
Compromisso com a depuração institucional
A nota da 60ª Proceap destaca ainda que a Operação Militia reafirma o compromisso do Ministério Público com a depuração das forças de segurança, mas também com o reconhecimento daqueles que agem com integridade.
“Reitera-se que a operação reafirma o compromisso do MP com a depuração dos quadros de segurança, ao mesmo tempo em que exalta o trabalho probo dos inúmeros agentes da lei que honram suas funções”, pontua o promotor Armando Gurgel.






