Um vídeo obtido pela Polícia Civil mostra o cabo da Polícia Militar do Amazonas (PMAM) Bruno Everson Pinto dos Santos trocando a placa de um veículo que passou a integrar as investigações relacionadas à morte do investigador do Denarc Luciano Carvalho de Sena, de 44 anos.
Os investigadores analisam as imagens para identificar quando ocorreu a troca e esclarecer a relação do automóvel com os suspeitos investigados.
Além disso, a Polícia Civil apura se o veículo possui ligação com envolvidos no confronto ocorrido durante uma operação contra o tráfico de drogas no bairro Alvorada, Zona Centro-Oeste de Manaus.
O vídeo acrescenta um novo elemento às investigações. No entanto, as imagens, isoladamente, não comprovam eventual participação do cabo na morte do investigador. A Polícia Civil ainda apura essa possível relação.
Por que Bruno Everson foi preso?
A polícia prendeu Bruno Everson na sexta-feira (24), durante uma operação do Departamento de Investigação sobre Narcóticos (Denarc).
Segundo a Polícia Civil, as equipes apreenderam mais de uma tonelada de drogas, além de armas, munições e veículos durante a ação.
As autoridades autuaram o militar por porte ilegal de arma de fogo e adulteração de sinal identificador de veículo automotor.
Enquanto isso, os investigadores continuam apurando as circunstâncias relacionadas aos demais materiais encontrados e a eventual participação de cada suspeito.
Polícia Militar também investiga o cabo
Paralelamente à investigação criminal, a Polícia Militar do Amazonas abriu uma sindicância para analisar a conduta de Bruno Everson dentro da corporação.

A PMAM informou que poderá adotar medidas administrativas conforme o avanço das apurações.
Portanto, o caso segue atualmente em duas frentes: a investigação criminal conduzida pela Polícia Civil e a apuração administrativa da Polícia Militar.
Áudio atribuído ao militar também é investigado
Outro elemento analisado pelos investigadores é um áudio atribuído ao cabo Bruno Everson. Na gravação, o militar afirma que teriam colocado drogas dentro do carro dele.
Agora, a Polícia Civil deverá confrontar essa versão com perícias, imagens, materiais apreendidos e outros elementos reunidos durante as diligências.
A investigação também tenta determinar a origem dos entorpecentes e identificar quem utilizava os veículos relacionados ao caso.
Como aconteceu a morte de Luciano Carvalho?
Luciano Carvalho de Sena, de 44 anos, atuava como investigador da Polícia Civil e estava lotado no Denarc.
Ele morreu após ser atingido durante um confronto no bairro Alvorada, na sexta-feira (24). Segundo as informações policiais, a ocorrência aconteceu durante uma ação contra o tráfico de drogas.
Após a morte do investigador, as forças de segurança intensificaram as diligências para localizar e identificar os suspeitos envolvidos no confronto.
Mayara Silva foi presa
A Polícia Civil apontou Mayara Silva da Silva como uma das suspeitas de participação na ocorrência.

As equipes localizaram e prenderam Mayara ainda na sexta-feira, na Zona Oeste de Manaus. Em seguida, ela foi encaminhada à Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), que investiga a morte de Luciano.
Suspeito morre durante operação em Itacoatiara
Rafael Pereira Freitas também era procurado por suspeita de envolvimento no confronto.
Na manhã de sábado (25), equipes do Denarc e da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core) localizaram Rafael no distrito de Novo Remanso, em Itacoatiara.

Segundo a versão apresentada pela Polícia Civil, Rafael reagiu à abordagem, dando início a um novo confronto. Ele acabou atingido e morreu.
As autoridades deverão documentar as circunstâncias da ocorrência e realizar os procedimentos de investigação e perícia previstos para mortes durante intervenções policiais.
O que a Polícia Civil ainda precisa esclarecer?
Com o avanço das diligências, os investigadores tentam relacionar os diferentes elementos reunidos para reconstruir a dinâmica completa do caso.
Entre os principais pontos ainda sob investigação estão: a relação do veículo cuja placa aparece sendo trocada com os suspeitos; quando e por qual motivo ocorreu a alteração; a eventual ligação de Bruno Everson com os demais investigados; a origem das drogas apreendidas; quem utilizava os veículos; e a participação individual dos envolvidos no confronto que matou Luciano.
Polícia Civil fará coletiva na segunda-feira
A Polícia Civil marcou uma coletiva de imprensa para segunda-feira (27), na sede da Delegacia Geral, em Manaus.
A expectativa é que a corporação apresente novos detalhes sobre as diligências realizadas desde a morte de Luciano Carvalho.
Além disso, a coletiva poderá esclarecer a relação entre as prisões, os veículos apreendidos e os diferentes suspeitos identificados ao longo da investigação.
Caso ganha novos desdobramentos
Desde a morte do investigador, o caso desencadeou uma sequência de operações em Manaus e no interior do Amazonas.

O vídeo que mostra a troca da placa acrescenta um novo elemento à apuração. Entretanto, as investigações ainda precisam determinar exatamente como o cabo Bruno Everson se relaciona com os demais fatos investigados.
A coletiva de segunda-feira poderá esclarecer quais informações a Polícia Civil já considera confirmadas e quais hipóteses permanecem sob investigação.
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