Coluna do Jota Garcia

Débora Menezes silencia sobre tarifaço de Trump e reafirma postura decorativa na ALE-AM

Arte: Blog do Pávulo

Enquanto o presidente dos EUA, Donald Trump, volta a ameaçar o Brasil com um tarifaço comercial — com potencial de afetar diretamente a economia e os consumidores amazonenses — a deputada estadual Débora Menezes (PL-AM) opta pelo silêncio. A parlamentar, conhecida por sua atuação tímida no plenário da Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM), não emitiu qualquer posicionamento a respeito da medida que pode impactar desde a indústria até o bolso da população local.

Débora Menezes foi eleita na esteira do bolsonarismo, com um discurso moralista e alinhado às pautas da extrema-direita. No entanto, quando o assunto exige embasamento técnico, sensibilidade social ou compromisso com a fiscalização do Executivo, sua presença política evapora. Seus raros discursos se limitam à reprodução de bandeiras ideológicas que pouco dialogam com a realidade do Amazonas.

A parlamentar parece confundir mandato com vitrine de rede social: adota causas de apelo fácil, posa ao lado de símbolos do bolsonarismo, mas ignora debates estruturantes como segurança pública de fato, educação de qualidade, saúde básica, combate à pobreza e desenvolvimento sustentável para o estado.

Seu mandato, até agora, tem servido mais como prolongamento da máquina bolsonarista do que como ferramenta em defesa do povo amazonense. Sem conteúdo legislativo, sem projetos de relevância, e sem coragem de enfrentar temas complexos, Débora Menezes arrisca amargar uma reeleição difícil — mesmo com apoio de estruturas estatais.

A ausência de posicionamento sobre o tarifaço de Trump não é um deslize, mas o retrato fiel de uma deputada que se limita ao papel de espectadora num parlamento onde deveria ser protagonista na defesa dos interesses regionais. Silenciar diante de ataques à soberania econômica do Brasil é, em essência, um ato político — e revelador.