Coluna do Jota Garcia

Exclusivo – Marcelo Ramos abre mão da disputa ao Senado e assume coordenação da campanha de Lula no Amazonas

O ex-deputado federal Marcelo Ramos será o coordenador da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Amazonas nas eleições de 2026. Advogado e ex-parlamentar, Ramos não deverá disputar uma vaga ao Senado Federal pelo Partido dos Trabalhadores, passando a desempenhar um papel estratégico na articulação política da campanha presidencial no estado.

A definição segue diretrizes da Executiva Nacional do PT, que tem buscado fortalecer a coordenação regional da campanha de Lula em estados considerados importantes para a consolidação da base eleitoral no Norte do país. A escolha de Marcelo Ramos é vista como uma aposta em sua experiência política, capacidade de diálogo e conhecimento do cenário amazonense.

Com trajetória marcada por passagens por diferentes legendas, incluindo o Partido Liberal (PL), Marcelo Ramos ganhou projeção nacional ao exercer mandato na Câmara dos Deputados e ocupar a vice-presidência da Casa. Nos últimos anos, tornou-se um aliado do presidente Lula e passou a integrar o campo político de centro-esquerda.

Nos bastidores, havia expectativa de que Ramos pudesse disputar uma das duas vagas ao Senado pelo Amazonas. Entretanto, a estratégia nacional do PT priorizou sua atuação na coordenação da campanha presidencial, função considerada essencial para a organização da militância, articulação com partidos aliados e interlocução com lideranças políticas e movimentos sociais.

A decisão também faz parte da construção das alianças estaduais para 2026. Ao retirar Marcelo Ramos da disputa ao Senado, o PT amplia sua margem de negociação com partidos da base governista na composição da chapa majoritária no Amazonas, evitando conflitos internos e fortalecendo a unidade em torno da candidatura presidencial.

Como coordenador, Marcelo Ramos terá a missão de integrar as ações políticas e eleitorais da campanha de Lula no estado, coordenando agendas, mobilização, comunicação e articulação institucional. O Amazonas é considerado estratégico para o projeto de reeleição do presidente, tanto pelo peso eleitoral quanto pela relevância de temas como preservação da Amazônia, desenvolvimento regional e políticas voltadas à população da região Norte.

Até o momento, o PT ainda não oficializou os nomes que disputarão os cargos majoritários no Amazonas, mas a definição sobre Marcelo Ramos indica que a legenda inicia a organização de sua estratégia eleitoral com foco na campanha presidencial e na construção de uma ampla frente de apoio no estado.