ante buscas em imóveis ligados ao empresário, localizados em condomínios de alto padrão na região da Ponta Negra, em Manaus.
Além do dinheiro, os agentes apreenderam veículos importados, relógios de luxo e outros bens que passarão por análise para verificar eventual incompatibilidade entre patrimônio e renda declarada.
A Polícia Federal fez questão de esclarecer que os valores apreendidos pertencem ao empresário investigado e não têm qualquer relação com deputados estaduais, servidores públicos ou agentes políticos da Assembleia Legislativa de Rondônia (ALE-RO).
O esclarecimento foi divulgado após informações equivocadas circularem nas redes sociais atribuindo a origem do dinheiro a pessoas não investigadas.

Embora a operação tenha concentrado parte das diligências em Manaus, Evair Ferreira não possui residência fixa na capital amazonense.
Segundo informações levantadas durante as investigações, seu domicílio principal está localizado no Estado do Paraná, de onde administra parte de seus negócios.
A Millennium Locadora consolidou sua presença no mercado de locação de veículos e máquinas por meio de contratos com diversos órgãos públicos, tornando-se uma das empresas mais atuantes do segmento na Região Norte.
Justamente esse crescimento e a concentração de contratos passaram a ser objeto de investigação, diante da suspeita de que licitações teriam sido direcionadas para beneficiar empresas do grupo.
As investigações também buscam identificar o fluxo financeiro entre pessoas físicas e jurídicas ligadas ao empresário, além da possível utilização de empresas para ocultação de patrimônio e movimentação de recursos supostamente obtidos de forma ilícita.
O nome de Evair Ferreira já havia alcançado repercussão nacional em outra ocasião, quando uma aeronave pertencente ao grupo empresarial foi utilizada durante compromissos do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Esse episódio, contudo, não integra o objeto da Operação Reduto e não foi apontado pela Polícia Federal como elemento da investigação.
A Operação Reduto representa uma das maiores ações recentes da Polícia Federal voltadas ao combate de supostas fraudes em contratos públicos na Região Norte.

O inquérito prossegue sob sigilo, e os investigados terão assegurado o direito ao contraditório e à ampla defesa durante o andamento do processo.
Até o momento, não há condenações relacionadas aos fatos investigados, e a responsabilidade penal dos envolvidos dependerá da conclusão das investigações e das decisões da Justiça.
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