Coluna do Jota Garcia

Justiça manda Oliveira Energia pagar R$ 276,7 milhões a ex-parceiros; decisão atinge nova controladora da Amazonas Energia

Foto: Divulgação

Determinação judicial amplia bloqueios e alcança grupo ligado à Âmbar Energia em disputa bilionária no setor elétrico

MANAUS – A Justiça do Amazonas determinou que a Oliveira Energia pague R$ 276,7 milhões a um grupo de ex-parceiros que ajudou a empresa a assumir o controle da Amazonas Energia.

Com a inclusão de honorários advocatícios, o valor total ultrapassa R$ 304 milhões.

Decisão atinge nova controladora

A decisão foi assinada pelo juiz Roberto Santos Taketomi, da 2ª Vara Cível de Manaus, no âmbito de um processo de execução movido por:

  • Construtora Amazônidas
  • Eládio Cameli
  • Solienergy Participações

Além disso, o magistrado determinou que os créditos também alcancem a Âmbar Energia, atual controladora da concessionária e ligada ao grupo J&F.

Disputa envolve aportes para controle da Amazonas Energia

Segundo o processo, os valores cobrados referem-se a aportes realizados entre 2018 e 2020. Esses investimentos teriam sido fundamentais para que a Oliveira Energia assumisse o controle da Amazonas Energia.

Diante disso, a Justiça reconheceu a necessidade de garantir o pagamento da dívida.

Bloqueios e penhora de créditos

Para assegurar a execução, o juiz ampliou as medidas cautelares.

A decisão inclui:

  • penhora de créditos
  • arresto de valores relacionados à venda de ativos
  • bloqueio de recursos ligados a operações com Amazonas Energia e Roraima Energia

Além disso, empresas envolvidas nas transações também podem ser atingidas, caso existam valores pendentes.

Justiça exige transparência nas operações

O Juízo também determinou que a Oliveira Energia apresente contratos e documentos das operações societárias.

O objetivo é identificar com precisão:

  • valores movimentados
  • origem dos créditos
  • estrutura das negociações

Por outro lado, a tentativa da empresa de substituir as garantias por imóveis e participações societárias foi rejeitada.

Segundo o magistrado, esses ativos não oferecem liquidez nem segurança jurídica suficientes.

Medida é cautelar e não encerra disputa

Apesar do impacto financeiro, a decisão tem caráter cautelar. Ou seja, busca apenas garantir o pagamento futuro, sem interromper as operações das empresas envolvidas.

Além disso, a existência e o valor definitivo da dívida ainda serão analisados nos embargos à execução, que seguem em tramitação.

Valores ficam retidos judicialmente

Por fim, a Justiça determinou a retenção de valores até o limite de R$ 304,4 milhões.

Esse montante inclui:

  • o débito principal
  • honorários advocatícios provisórios

A medida visa assegurar que, ao final do processo, haja recursos suficientes para quitar a obrigação.

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