Motoristas de alternativo cobram R$ 1,7 mi após decreto da prefeitura

Acrítica

Representantes do transporte alternativo cobraram, na  Câmara Municipal de Manaus (CMM) a liberação de R$ 1,7 milhão que, segundo eles, foram bloqueados indevidamente por meio do decreto assinado pelo prefeito Artur Neto (PSDB) no último dia 6.

O decreto direciona os recursos do vale-transporte, passe estudantil e outros cartões usados no Sistema de Bilhetagem Eletrônica, do transporte coletivo da cidade, para uma conta bancária da prefeitura. A medida, segundo a administração, visa o pagamento do salário dos operadores do sistema e foi tomada às vésperas da greve dos rodoviários e após a intervenção nas empresas.

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Segundo os motoristas dos alternativos, a arrecadação desse modal é separada da do transporte convencional. O presidente da Cooperativa dos Permissionários em Transporte Alternativo do Amazonas (Cooptram), Venício José, afirma que houve confusão após a intervenção da prefeitura no transporte coletivo.

“Nossa média é R$ 850 mil. O Sinetram fica com 6% disso, uma média de R$ 55 mil por semana. Mas com a intervenção da prefeitura a conta do Sinetram foi bloqueada e não conseguimos tirar a nossa fatia, pois o banco segurou o dinheiro para quitar essa dívida”, disse.

O vereador Cláudio Proença (PR), membro da Comissão de Transporte, disse que ainda hoje a categoria teria uma resposta. “A prefeitura decidiu  intervir no sistema de bilhetagem para ter um controle e conseguir pagar todos. No entanto, a linha 900, correspondente aos ônibus alternativos, acabou sendo  misturada com o sistema convencional”, explicou.

Ainda segundo ele, os rodoviários foram pagos, primeiramente, e agora a meta é pagar os trabalhadores do transporte alternativo. Ao ser questionado pelos trabalhadores, o presidente da Comissão de Transporte, vereador Rosivaldo Cordovil (Pode), disse que reuniões já foram organizadas para alinhar a data de pagamento.

“Vamos nos reunir com o prefeito Artur Neto para passar essa situação tecnicamente e  fazer um levantamento do valor do repasse. Os trabalhadores precisam receber”, afirmou.

A reportagem tentou contato com o Instituto Municipal de Mobilidade Urbana de Manaus (IMMU), mas não teve resposta até a publicação desta reportagem.

Operacional

Ao todo, 258 veículos compõem a frota do transporte alternativo, os chamados amarelinhos, que circulam nas Zonas Norte e Leste da capital. Atualmente, cerca de 1.032 colaboradores, entre cobradores e motoristas operam no sistema.

Atualmente, 70% das passagens são pagas por meio de cartão vale-transporte ou carteira estudantil, e 30% em dinheiro, segundo o presidente da Cooperativa de Transportes Alternativos, Cleibe Terceiro da Silva, que destacou as consequênias do atraso no pagamento. “Nós não estamos recebendo e sem dinheiro não há como comprar diesel, por exemplo, pra continuarmos funcionando. Também não temos como pagar os funcionários, motoristas e cobradores”, disse.