Coluna do Jota Garcia

Mulher é indiciada após abandono de recém-nascida em área de lixão no Amazonas

Foto: Reprodução

Bebê foi encontrada com vida por moradores na AM-352, em Manacapuru, mas morreu após ser levada ao hospital

A Polícia Civil indiciou Seliete Assunção dos Santos, de 28 anos, após o abandono de uma recém-nascida em uma área de lixão na rodovia AM-352, estrada que liga Manacapuru a Novo Airão, no Amazonas.

O caso gerou forte comoção no interior do estado depois que moradores da comunidade Castanheira, no quilômetro 1 da rodovia, encontraram a bebê na última segunda-feira, 11 de maio.

Moradores encontraram a criança e acionaram a polícia

Segundo a investigação, catadores e moradores da região localizaram a recém-nascida e chamaram a Polícia Militar imediatamente.

A bebê ainda apresentava sinais vitais quando as equipes chegaram ao local. Em seguida, os agentes fizeram o resgate e levaram a criança ao Hospital Geral de Manacapuru.

Apesar do atendimento de emergência, a recém-nascida não resistiu.

Polícia diz que bebê foi deixada em saco plástico

De acordo com a apuração, a mulher colocou a criança em uma mochila e depois a envolveu em um saco plástico preto.

A delegada Joyce Coelho informou que Seliete confessou ter dado à luz no domingo, 11 de maio, e relatou que, no dia seguinte, deixou a bebê no lixo à espera da passagem do caminhão de coleta.

Ainda segundo a investigação, a criança permaneceu por mais de duas horas no caminhão compactador antes de chegar à área do lixão.

Suspeita alegou medo de rejeição da família

A polícia localizou Seliete em casa, no bairro Terra Preta, em Manacapuru.

Durante depoimento, ela afirmou que já é mãe de cinco filhos e disse que teve medo da reação da família diante da gravidez.

Além disso, segundo a investigação, a mulher precisou de atendimento médico após apresentar complicações decorrentes do parto recente.

Polícia indicia mulher por homicídio qualificado

Depois da análise inicial do caso, a Polícia Civil decidiu indiciar Seliete Assunção dos Santos por homicídio qualificado por meio cruel.

Conforme a delegada responsável, a autoridade policial adotou esse enquadramento porque a recém-nascida teria sido submetida a asfixia durante o abandono.

Suspeita não ficou presa

A polícia informou que Seliete não permaneceu presa porque o período de flagrante já havia terminado quando os investigadores a localizaram.

Foto: Reprodução

Mesmo assim, o inquérito continua em andamento. Agora, a Polícia Civil deve concluir as diligências e encaminhar o caso à Justiça.

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