Coluna do Jota Garcia

TCE-AM condena ex-prefeito de Rio Preto da Eva a devolver cerca de R$ 2,4 milhões aos cofres públicos

Imagem: Reprodução

Decisão aponta gastos sem comprovação, irregularidades em obras, problemas com combustíveis e uso indevido de recursos do Fundeb

O ex-prefeito de Rio Preto da Eva, Anderson José de Sousa, terá de devolver cerca de R$ 2,4 milhões aos cofres públicos após decisão do Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM). A medida resulta de irregularidades identificadas na prestação de contas da gestão de 2020.

Segundo o relatório, Anderson José de Sousa, na condição de ordenador de despesas, realizou gastos sem a devida comprovação, sobretudo durante o período da pandemia de Covid-19.

Tribunal aponta despesas sem justificativa

Entre os principais problemas, o TCE-AM destacou despesas elevadas com combustíveis em um momento de restrições de circulação.

Imagem: Diário oficial eletrônico/TCE-AM

Além disso, a análise aponta falta de documentos que justificassem o consumo registrado. Por causa disso, esse ponto passou a ser tratado como o “escândalo dos combustíveis”, com prejuízo superior a R$ 400 mil.

Imagem: Diário oficial eletrônico/TCE-AM
Obras públicas também entraram na mira

Ao mesmo tempo, o tribunal identificou irregularidades em obras públicas executadas durante a gestão.

Nesse caso, o relatório cita ausência de notas fiscais, falta de relatórios técnicos e indícios de superfaturamento. Como consequência, o prejuízo estimado ultrapassa R$ 2 milhões.

Fundeb teve aplicação irregular, segundo análise

Além das falhas em combustíveis e obras, a análise também encontrou problemas no uso de recursos do Fundeb.

De acordo com o relatório, parte do dinheiro foi aplicada em finalidades sem relação com a educação básica. Além disso, o tribunal apontou ausência de fiscalização por parte do conselho responsável pelo acompanhamento desses recursos.

Gestão também acumulou falhas previdenciárias

Outro ponto destacado envolve atrasos em repasses previdenciários.

Segundo o TCE-AM, a gestão ainda gerou pagamentos de multas e juros ao INSS. Assim, o prejuízo aos cofres públicos aumentou ainda mais.

Contas foram julgadas irregulares

Diante desse conjunto de falhas, o tribunal julgou as contas do ex-prefeito irregulares.

Além da devolução dos valores, Anderson José de Sousa também recebeu multa. Ao mesmo tempo, o TCE-AM determinou medidas corretivas para a atual administração municipal.

Tribunal cobra correções da prefeitura

Entre as providências exigidas, o tribunal determinou maior controle dos gastos públicos e a realização de concurso público.

Dessa forma, a decisão não atinge apenas o ex-gestor. Além disso, aumenta a pressão sobre a administração atual para corrigir falhas e reforçar os mecanismos de controle interno.

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