Coluna do Jota Garcia

Trump volta a pedir rendição da Guarda Revolucionária do Irã e promete vingar militares americanos mortos

Donal Trump, horas antes de fazer um pronunciamento em sua rede social para anunciar o ataque dos EUA contra o Irã Foto: AFP
Presidente afirma que comando militar iraniano foi eliminado e diz que ofensiva continuará até atingir objetivos

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a endurecer o discurso contra o Irã neste domingo (1º). Em vídeo publicado nas redes sociais, ele prometeu vingar a morte de três militares americanos e, além disso, reforçou o pedido de rendição da Guarda Revolucionária iraniana.

Membros da Guarda Revolucionária do Irã marcham durante desfile militar em Teerã – 22.set.19/AFP

“A América vingará suas mortes e desferirá o golpe mais severo contra os terroristas que travaram guerra contra, basicamente, a civilização”, declarou.

Em seguida, Trump afirmou que o país atravessa um momento de luto. “Como nação, estamos em luto por estes americanos que fizeram o sacrifício pela nossa nação”, disse. No entanto, ele reconheceu que novas baixas podem ocorrer. “Infelizmente, provavelmente teremos mais mortes antes do fim. Ainda assim, vamos fazer de tudo para evitar isso.”

Centcom confirma mortos e feridos

O Comando Central das Forças Armadas dos EUA confirmou que três militares morreram durante os confrontos. Além disso, ao menos cinco ficaram feridos. Segundo o comando, alguns sofreram lesões leves provocadas por estilhaços e concussões e já iniciaram o processo de retorno ao serviço.

“As principais operações de combate continuam, e nossos esforços de resposta seguem em andamento”, informou o Centcom.

Trump afirma que comando militar iraniano “não existe mais”

No vídeo, Trump afirmou que os ataques dos Estados Unidos e de Israel eliminaram todo o comando militar do regime iraniano. Segundo ele, integrantes da estrutura militar já sinalizaram interesse em se render.

Regime iraniano busca demonstrar resiliência com sucessão rápida de líder supremo Foto: Reprodução

“Todo o comando militar está morto e muitos já demonstraram que querem se render. Eles querem imunidade”, afirmou.

Além disso, o presidente voltou a mencionar a morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, que ele confirmou na noite de sábado por meio da Truth Social. Trump também declarou que parte da população iraniana celebrou o assassinato do aiatolá.

Programa nuclear segue como justificativa central

Mais uma vez, Trump afirmou que os Estados Unidos não permitirão que o Irã desenvolva mísseis de longo alcance nem armas nucleares. Segundo ele, essa é a principal justificativa da ofensiva militar.

Por outro lado, reportagem do The New York Times afirma que não existem indícios de que o Irã tenha reiniciado seu programa nuclear.

Mesmo assim, o presidente garantiu que os bombardeios continuarão. “Os ataques seguem até que todos os nossos objetivos sejam alcançados”, disse. Ainda assim, ele não detalhou quais metas pretende atingir.

“Temos objetivos muito fortes. Eles poderiam ter feito algo, mas não fizeram”, acrescentou. Em entrevistas anteriores à imprensa americana, Trump estimou que a operação pode durar quatro semanas.

“Uma das maiores ofensivas que o mundo já viu”

Ao longo do pronunciamento, Trump elevou o tom e classificou a ação como histórica.

“Estamos envolvidos em uma das maiores, mais complexas e mais avassaladoras ofensivas militares que o mundo já viu”, afirmou.

Além disso, ele declarou que cabe ao povo iraniano “recuperar o país”. Segundo Trump, os Estados Unidos já cumpriram a promessa de ajudá-los.

“O resto dependerá de vocês, mas estaremos lá para ajudar”, disse no vídeo de seis minutos publicado na Truth Social.

Ataques começaram no sábado

Os Estados Unidos iniciaram os ataques contra o Irã no sábado (28), em operação conjunta com Israel. Desde então, Trump utiliza as redes sociais para comentar os desdobramentos da ofensiva.

Imagens mostram fumaça preta saindo de Frota da marinha estadunidense no Bahrein Foto: Stringer/Anadolu via Getty Images

Durante o fim de semana, ele permaneceu em seu resort em Mar-A-Lago, na Flórida. Ainda assim, fotógrafos registraram sua saída rumo a Washington a bordo do Air Force One, onde deve acompanhar os próximos passos da operação.

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