
Depca afirma que treinador usava caronas, promessas ligadas ao esporte e novas inscrições para se aproximar das vítimas
Manaus – A Polícia Civil do Amazonas prendeu, nesta segunda-feira (7), o professor de jiu-jítsu Carlos Vieira Holanda, conhecido como “O Estranho”.
Ele é investigado por estupro de vulnerável, exploração sexual e importunação.
A apuração é conduzida pela Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca).
Segundo a investigação, o treinador se aproveitava do contexto das aulas e do período pós-treino para levar adolescentes a locais inadequados.
Professor oferecia caronas após os treinos
De acordo com a polícia, Carlos Vieira oferecia carona às alunas no fim dos treinos.

Durante o deslocamento, segundo a investigação, ele mudava o caminho.
Depois disso, conduzia as adolescentes a motéis.
A Depca afirma que o investigado usava essa estratégia para se aproximar das vítimas fora do ambiente esportivo.
Promessas envolviam quimonos e campeonatos
A investigação aponta que o professor usava elementos ligados ao jiu-jítsu para conquistar a confiança das adolescentes.
Entre as promessas citadas pela polícia estão quimonos e pagamento de inscrições em campeonatos.
Segundo as autoridades, esse discurso ajudava a reduzir a resistência das vítimas.
Além disso, facilitava o controle sobre as adolescentes e o avanço dos abusos investigados.
Depca identifica pelo menos sete vítimas
Até o momento, as autoridades informam que identificaram pelo menos sete alunas adolescentes como vítimas.
No entanto, a Depca ressalta que o número real pode ser maior.
Segundo a polícia, outras jovens podem ainda não ter denunciado os fatos.
Por isso, a investigação segue aberta para receber novos relatos.
Denúncias surgiram após repercussão de outros casos
De acordo com a Polícia Civil, as adolescentes relataram que só conseguiram denunciar após a repercussão de outros casos de violência sexual no meio esportivo.
A investigação também descreve que o professor usaria seu status e influência no jiu-jítsu para intimidar as vítimas.
Além disso, ele teria tentado minimizar a gravidade das condutas praticadas.
Polícia pede que outras vítimas procurem a delegacia
Após a prisão, a Polícia Civil reforçou que outras possíveis vítimas devem procurar a delegacia.
A orientação vale para adolescentes, familiares ou responsáveis que tenham informações sobre o caso.
A intenção da Depca é ampliar a apuração e evitar que a investigação fique restrita apenas às vítimas já identificadas.
Caso segue sob investigação
A prisão de Carlos Vieira Holanda não encerra a investigação.
Agora, a Polícia Civil deve aprofundar a análise dos relatos, provas e demais elementos colhidos pela Depca.
Até a conclusão das investigações e eventual decisão judicial, o professor não pode ser considerado culpado.
Leia mais 
- Justiça revoga prisão de investigador da Polícia Civil envolvido em apuração sobre roubo milionário de ouro no Amazonas
- Opinião – Eleição no AM: a rata e o ratão dos maus caminhos
- Roberto Cidade faz novas mudanças no secretariado do Amazonas; veja o que mudou
- Opinião – Eleição no Amazonas: quando a falsa aliada vira adversária
- Omar Aziz e Eduardo Braga entram na mira do MP por supostos abusos de poder e propaganda eleitoral antecipada
- Alessandra Campêlo mudou de posição sobre o FMPES?





