Deputada rompeu com a base estadual após sete anos e agora enfrenta resistência para consolidar seu nome na chapa do PSD
Manaus (AM) – A mudança política da deputada estadual Alessandra Campelo (Podemos) voltou ao centro das articulações para as eleições de 2026. Após cerca de sete anos na base governista, ela rompeu com o grupo e se aproximou do senador Omar Aziz (PSD).
Alessandra integrou a base dos governos Wilson Lima e, posteriormente, Roberto Cidade, ambos do União Brasil. Durante esse período, ganhou espaço na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) e atuou na defesa de projetos do Executivo.
No entanto, em 1º de abril de 2026, a parlamentar rompeu com o governo. Em seguida, passou a integrar o grupo liderado por Omar Aziz, pré-candidato ao Governo do Amazonas e adversário da atual gestão.
Pouco tempo depois, aliados anunciaram Alessandra como pré-candidata a vice-governadora na chapa de Omar. Contudo, a indicação perdeu força nas negociações internas, segundo interlocutores envolvidos nas articulações.
Passado governista provoca resistência
Nos bastidores, o histórico recente de Alessandra aparece como o principal obstáculo para sua confirmação. Afinal, a deputada ocupou uma posição estratégica nos governos que o grupo de Omar pretende derrotar.

Durante quase duas gestões, Alessandra defendeu pautas do Executivo e figurou entre as principais representantes do bloco governista na Aleam. Além disso, manteve proximidade política com Wilson Lima e Roberto Cidade.
Agora, integrantes da oposição questionam como a deputada explicará a mudança aos eleitores. O grupo também avalia o impacto dessa trajetória no discurso eleitoral de Omar Aziz contra a atual administração.
Assim, o passado governista funciona como um “fantasma” sobre a possível candidatura. Embora a mudança de aliança não impeça sua indicação, ela amplia a resistência dentro da coalizão.
Troca de grupo desafia discurso da oposição
Mudanças de lado fazem parte das disputas eleitorais. Entretanto, elas costumam gerar desconfiança quando envolvem lideranças com atuação relevante em grupos adversários.
No caso de Alessandra, a transição ocorreu rapidamente. Em poucos meses, a deputada deixou a base do governo e passou a ocupar espaço em uma chapa de oposição.
Por um lado, sua experiência política e sua presença na Aleam podem fortalecer a campanha. Por outro, antigos posicionamentos poderão alimentar críticas e questionamentos durante a eleição.
Além disso, adversários poderão explorar discursos, votações e decisões tomadas pela parlamentar enquanto integrava a base governista. Dessa forma, a escolha exigiria uma estratégia para justificar a mudança de campo político.
Omar ainda não definiu o vice
Apesar do anúncio inicial, Omar Aziz ainda não oficializou Alessandra Campelo como candidata a vice-governadora. A definição depende das negociações entre os partidos que integram sua aliança.

Além do equilíbrio partidário, o grupo deverá considerar fatores como representação regional, força eleitoral e rejeição. A capacidade de ampliar alianças também terá peso na decisão.
Portanto, Alessandra continua na disputa, mas não tem a vaga garantida. As convenções partidárias deverão confirmar a composição definitiva da chapa dentro do calendário eleitoral.
Até lá, a trajetória da deputada permanecerá entre os principais temas das conversas políticas no Amazonas.
Leia mais 
- Justiça extingue mandato de Jaildo Oliveira e manda CMM convocar Sassá
- Trump exigiu restrições à China e tarifa zero para produtos dos EUA em negociação com o Brasil
- Advogado alvo de operação contra fraude tributária recebeu maior honraria da CMM
- Tutor assiste a pitbull matar gato e joga corpo do animal em lixeira de Manaus
- MPF aciona Prefeitura de Manaus para garantir imunidade de IPTU a terreiros
- Operação Gordura Saturada: MPAM apreende R$ 400 mil e bloqueia até R$ 25 milhões em Manaus






