Coluna do Jota Garcia

Professor de jiu-jítsu levava alunas a motel e prometia quimonos, diz investigação em Manaus

Professor de jiu-jítsu Carlos Vieira Holanda é preso suspeito de estuprar pelo menos 7 alunas e oferecê-las a empresários em Manaus — Foto: Daniel Ramos/Rede Amazônica
Depca afirma que treinador usava caronas, promessas ligadas ao esporte e novas inscrições para se aproximar das vítimas

Manaus – A Polícia Civil do Amazonas prendeu, nesta segunda-feira (7), o professor de jiu-jítsu Carlos Vieira Holanda, conhecido como “O Estranho”.

Ele é investigado por estupro de vulnerável, exploração sexual e importunação.

A apuração é conduzida pela Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca).

Segundo a investigação, o treinador se aproveitava do contexto das aulas e do período pós-treino para levar adolescentes a locais inadequados.

Professor oferecia caronas após os treinos

De acordo com a polícia, Carlos Vieira oferecia carona às alunas no fim dos treinos.

Foto: Nete Santos

Durante o deslocamento, segundo a investigação, ele mudava o caminho.

Depois disso, conduzia as adolescentes a motéis.

A Depca afirma que o investigado usava essa estratégia para se aproximar das vítimas fora do ambiente esportivo.

Promessas envolviam quimonos e campeonatos

A investigação aponta que o professor usava elementos ligados ao jiu-jítsu para conquistar a confiança das adolescentes.

Entre as promessas citadas pela polícia estão quimonos e pagamento de inscrições em campeonatos.

Segundo as autoridades, esse discurso ajudava a reduzir a resistência das vítimas.

Além disso, facilitava o controle sobre as adolescentes e o avanço dos abusos investigados.

Depca identifica pelo menos sete vítimas

Até o momento, as autoridades informam que identificaram pelo menos sete alunas adolescentes como vítimas.

No entanto, a Depca ressalta que o número real pode ser maior.

Segundo a polícia, outras jovens podem ainda não ter denunciado os fatos.

Por isso, a investigação segue aberta para receber novos relatos.

Denúncias surgiram após repercussão de outros casos

De acordo com a Polícia Civil, as adolescentes relataram que só conseguiram denunciar após a repercussão de outros casos de violência sexual no meio esportivo.

A investigação também descreve que o professor usaria seu status e influência no jiu-jítsu para intimidar as vítimas.

Além disso, ele teria tentado minimizar a gravidade das condutas praticadas.

Polícia pede que outras vítimas procurem a delegacia

Após a prisão, a Polícia Civil reforçou que outras possíveis vítimas devem procurar a delegacia.

A orientação vale para adolescentes, familiares ou responsáveis que tenham informações sobre o caso.

A intenção da Depca é ampliar a apuração e evitar que a investigação fique restrita apenas às vítimas já identificadas.

Caso segue sob investigação

A prisão de Carlos Vieira Holanda não encerra a investigação.

Agora, a Polícia Civil deve aprofundar a análise dos relatos, provas e demais elementos colhidos pela Depca.

Até a conclusão das investigações e eventual decisão judicial, o professor não pode ser considerado culpado.

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