Trabalhadores do transporte alternativo fecharam trecho da avenida Grande Circular e cobraram repasse da Prefeitura de Manaus
Manaus – Trabalhadores do transporte alternativo, conhecidos como “Amarelinhos”, realizaram uma paralisação nesta quinta-feira (2), na avenida Grande Circular, no bairro Jorge Teixeira, zona leste de Manaus.
A categoria protesta contra três meses de atraso no pagamento do subsídio da passagem estudantil, repasse de responsabilidade da Prefeitura de Manaus.
Segundo os manifestantes, a falta de pagamento compromete a operação do sistema alternativo e sufoca financeiramente os trabalhadores.
Protesto fecha via e causa transtornos
A manifestação provocou uma manhã de caos no trânsito da zona leste.
Como forma de protesto contra a falta de repasses, os trabalhadores fecharam a via e exibiram faixas com cobranças diretas ao Executivo municipal.
Uma das mensagens dizia: “Prefeito, pague nosso subsídio estudantil.”
Além disso, os manifestantes incendiaram um micro-ônibus que, segundo o relato, já havia se envolvido em um acidente com feridos na quarta-feira (1º).
Por causa das chamas, o Corpo de Bombeiros precisou agir às pressas para controlar o incêndio.
Categoria cobra resposta da Prefeitura
A crise pode se ampliar pela capital caso a Prefeitura de Manaus não apresente uma resposta concreta à categoria.
Sullivan Santos, presidente do sindicato dos trabalhadores do transporte alternativo, cobrou uma solução imediata para o atraso.
Segundo ele, as manifestações devem continuar enquanto o pagamento do subsídio estudantil não for regularizado.
Além disso, a liderança sindical afirmou que outros veículos podem ser queimados em diferentes pontos de Manaus se o Executivo municipal continuar sem atender às reivindicações dos trabalhadores.
Trabalhadores relatam sufocamento financeiro
Os permissionários afirmam que os 90 dias de atraso no subsídio estudantil afetaram diretamente a rotina da categoria.
Segundo eles, a falta de repasse compromete a manutenção dos veículos, a compra de combustível, o pagamento de despesas e o sustento das famílias.
Sullivan Santos também citou o ex-prefeito David Almeida.
De acordo com ele, David fez promessas à categoria durante a campanha, mas não cumpriu os compromissos assumidos.
Polícia Militar intervém no protesto
A Polícia Militar interveio para mediar o conflito e tentar reduzir os impactos no trânsito.
Durante a manifestação, os policiais liberaram a passagem de veículos em intervalos de um minuto.
Mesmo assim, o bloqueio gerou congestionamento e afetou motoristas, passageiros e trabalhadores que dependem da avenida Grande Circular, uma das principais vias da zona leste de Manaus.
Falta de repasse aumenta desgaste político
O protesto dos “Amarelinhos” expõe mais um desgaste da gestão municipal na área do transporte público.
A categoria cobra o pagamento imediato do subsídio da passagem estudantil.
Além disso, os trabalhadores ameaçam manter a mobilização caso não recebam uma resposta do Executivo municipal.
Até o momento, a Prefeitura de Manaus não se manifestou publicamente sobre o atraso que motivou a paralisação.
Espaço aberto
O espaço permanece aberto para manifestação da Prefeitura de Manaus, do ex-prefeito David Almeida, do sindicato dos trabalhadores do transporte alternativo, da Polícia Militar, do Corpo de Bombeiros e dos demais envolvidos.
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