Setor produtivo e parlamentares afirmam que alteração na tributação pode elevar custos do Polo Industrial; reação pode chegar à Justiça
Manaus – A Receita Federal abriu uma nova frente de tensão com a Zona Franca de Manaus ao reduzir o alcance da alíquota zero de PIS e Cofins nas vendas feitas por fornecedores de outros estados ao Polo Industrial de Manaus (PIM).
A mudança preocupa o setor produtivo e a bancada federal do Amazonas.
Embora a conta nasça fora do estado, ela pode chegar às fábricas embutida no preço dos insumos.
Por isso, a repercussão negativa mudou o centro do debate.
A pergunta agora não é apenas quanto a medida pode prejudicar o PIM. A dúvida também envolve quanto tempo o governo permitirá que a Receita Federal sustente uma interpretação vista no Amazonas como contrária ao discurso oficial de proteção ao modelo Zona Franca.
Cerco
A indústria amazonense e a bancada federal começaram a pressionar o governo pela revisão da medida.
O argumento do setor produtivo é direto.
O incentivo não foi criado para beneficiar empresas do Sul e do Sudeste. No entanto, ele ajuda a manter competitiva a produção instalada na Amazônia.
Sem recuo da Receita Federal, a reação deve chegar aos tribunais.
Anzol
Wilson Lima (União) escolheu um dos maiores contingentes organizados do interior para reforçar sua pré-campanha ao Senado.
Nesta semana, ele reuniu representantes da pesca de 59 municípios e se apresentou como candidato da categoria.
O eleitorado da pesca está espalhado pelas calhas dos rios.
Além disso, possui poder de mobilização em diferentes regiões do interior do Amazonas.
Gargalo
As lideranças da pesca levaram ao ex-governador uma demanda menos vistosa, porém mais urgente.
Mais do que barcos, motores ou fábricas de gelo, o setor cobra documentação.
Sem registro profissional atualizado e, em alguns casos, sem documentos civis, pescadores ficam impedidos de acessar o seguro-defeso e outros benefícios federais.
Assim, a regularização documental virou uma das principais reivindicações da categoria.
Curioso
Um detalhe chamou atenção no encontro de Wilson Lima com os pescadores.
A reunião contou com a presença do deputado licenciado Silas Câmara (Republicanos).
Silas está temporariamente afastado da cadeira na Câmara Federal para atuar como coordenador da pré-campanha de Omar Aziz (PSD) ao Governo do Amazonas.
O detalhe político está no tabuleiro eleitoral.
Omar terá como rival nas urnas o governador Roberto Cidade (União), aliado de Wilson Lima.
Prejuízo
A Polícia Civil calcula ter retirado R$ 132,2 milhões do caixa do narcotráfico no primeiro semestre.
No período, as forças de segurança apreenderam 6,8 toneladas de drogas.
Os números mostram que o combate às facções também passa pelo bolso.
Afinal, menos droga em circulação significa menos dinheiro para financiar armas, logística e expansão territorial.
Rota
Uma das maiores apreensões do período expôs novamente o Rio Negro como corredor do tráfico internacional.
Em fevereiro, uma tonelada de skunk foi interceptada durante uma operação policial.
A ação prendeu três homens.
Entre eles estava um colombiano apontado como responsável pelo transporte da droga pela região.
Legado
Com quase R$ 200 milhões circulando em poucos dias, o Festival de Parintins reafirmou sua força econômica.
No entanto, o deputado Comandante Dan levantou uma pergunta que sempre retorna após a saída dos visitantes da ilha.
Quanto dessa riqueza permanece em saúde, educação, mobilidade e qualidade de vida para quem mora em Parintins?
Calendário
Para Comandante Dan, Parintins precisa parar de depender de um único fim de semana para atrair turistas.
A proposta é usar o festival como vitrine para construir uma agenda permanente.
Essa agenda incluiria eventos culturais, gastronômicos, esportivos e de ecoturismo.
Com isso, o município poderia transformar a força do festival em desenvolvimento econômico mais constante ao longo do ano.
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