Coluna do Jota Garcia

Justiça condena Gil Romero a mais de 63 anos por assassinato de grávida em Manaus

Foto: Divulgação

Julgamento durou cinco dias e terminou na madrugada com condenação dos dois réus por crime brutal

MANAUS (AM) — A Justiça do Amazonas condenou Gil Romero Machado Batista a 63 anos, 7 meses e 19 dias de prisão pelo assassinato da adolescente grávida Débora da Silva Alves. O julgamento durou cinco dias e terminou na madrugada desta segunda-feira (1º), no Fórum Ministro Henoch Reis.

Além dele, José Nílson Azevedo da Silva também foi condenado. Ele recebeu pena de 17 anos e 8 meses de reclusão.

Mentor do crime recebe pena máxima

O Conselho de Sentença reconheceu Gil Romero como mentor e executor do crime. Por isso, os jurados acolheram integralmente a denúncia apresentada pelo Ministério Público.

A condenação inclui feminicídio, já que o crime ocorreu com base na condição de gênero da vítima. Além disso, os jurados reconheceram agravantes importantes.

Entre elas, estão:

Gil Romero Machado Batista e Debora da Silva Alves — Foto: Reprodução
  • emboscada, que dificultou a defesa da vítima
  • uso de meio cruel

Além disso, Gil Romero também foi condenado por aborto sem consentimento, devido à morte do bebê de oito meses, e por ocultação de cadáver.

Segundo as investigações, ele tentou destruir o corpo da vítima dentro de um tonel com fogo e escondê-lo em uma área de mata.

Segundo réu teve acusações reduzidas

No caso de José Nílson, o cenário foi diferente. A defesa conseguiu afastar parte das acusações mais graves.

Os jurados retiraram a imputação de feminicídio e algumas qualificadoras. Ainda assim, o Conselho de Sentença entendeu que ele participou do crime.

Por isso, foi condenado por homicídio qualificado por motivo torpe.

Julgamento encerra um dos casos mais chocantes do Amazonas

A sessão foi presidida pelo juiz Fábio Alfaia e contou com intensos debates entre acusação e defesa.

Gil Romero Machado foi preso em Curuá, no Pará, suspeito de matar uma jovem grávida em Manaus — Foto: Redes Sociais

O julgamento mobilizou grande atenção pública e foi considerado um dos mais marcantes da Justiça amazonense nos últimos anos.

Agora, com a condenação, o caso entra em nova fase, que pode incluir recursos por parte das defesas.

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